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quinta-feira, setembro 29, 2011

Floral e poá

Fiz esta encomenda
para uma amiga querida
(um ou dois meses atrás)



A vida está um atropelo...

sábado, setembro 10, 2011

Sons de sábado à noite

Gosto não se discute e ter preferências é um direito pessoal. Pensando nisso é que a vizinhança costuma ouvir de tudo (em alto e bom som) acreditando que todos ao redor compartilham do mesmo gosto musical. Ô ilusão da/na vida!

Hoje, sábado à noite, é de esperar sons variados e de preferências diferentes das minhas, mas há uma calmaria na vizinhança... Não imagino que estejam bondosamente respeitando a lei do silêncio porque este não é um hábito comum e com o ajuste nesta lei sei que o barulho há de continuar. 

Sem muitas voltas... O silêncio das ruas pode estar associado à apresentação de Roberto Carlos na televisão nesta noite. Este é um som/ritmo que envolve mais pessoas. Nem adianta os opositores dizerem que é música de mau gosto ou que as excentricidades da pessoa são dispensáveis. Não sou fã de carteirinha e sei que há um trabalho de preservação e divulgação da imagem (dele) muito bem feito. Mas, preciso concordar que é um dos poucos que passa gerações e continua tocando e cantando - por aí - e que a interpretação de Jerusalém de Ouro agradou (lembra o filme Lista de Schindler?) tanto quanto gosto dela em hebraico

Minha geração (de nascimento) já ouviu de tudo e as canções de Roberto Carlos continuam na voz dele ou de outros em/de todos os estilos musicais (a lista vai de Jota Quest e Andrea Bocelli até Caetano Veloso e outros tantos). Nem precisa defender ou acusar, mas todos assumem que escutaram e que sabem quem é o cantor/compositor - isso não é para todos no meio artístico, já que tantos são esquecidos muito antes de começarem a carreira e vários caem no esquecimento total em pouco tempo. 

Tenho (até) algumas preferências no repertório dele e outras que não saem da cabeça porque foram escutadas quando criança (e meus pais nem tinham o hábito de ouvir rádio, mas as vizinhas, sim) facilitando a memorização e a nostalgia. Sei que os desafetos (outra vez eles) também têm suas músicas inesquecíveis e podem assumir que trazem lembranças e nostalgia - como para os demais mortais.

Créditos devidos! Ainda bem que há silêncio na vizinhança e que há outras opções de canais de televisão e o computador como opção aos sons de sábado à noite.


sábado, setembro 03, 2011

O valioso tempo dos maduros

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

 Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

 Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

 Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial."





M. de Andrade em:
http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2136834

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