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quinta-feira, setembro 30, 2010

No fundo do poço

Tenho muita consideração pelas pessoas que se sentem cansadas e assumem isso. Tenho admiração pelas pessoas que ficam exaustas e assumem que ainda não chegaram ao final do poço, mas que estão perto disso. 

Queria ser como estas pessoas... 

Estou no caminho (não só do fundo do poço, mas de assumir que o cansaço está me perseguindo).


domingo, setembro 26, 2010

Hoje é domingo!

1. Quanto à decoupage: 
     + Enviei um email ao fabricante das tintas e da termolina e nem deram satisfação (até agora!).
     + Fui conversar com o pessoal de uma loja que vende os produtos, como fiz da outra vez, e o povo diz que não compreende o que pode ser.
     + Passei talco nas caixinhas que estão 'meladas'. Agora estou (com muita paciência) passando o pincel para limpar - e está dando certo, pois fiz isso uma outra vez.

2. Quanto às questões ginecológicas:
     + Farei o que os dois médicos solicitaram e será no próximo mês.
     + Estou acabada em cólicas hoje - e já tomei remédios - e nada resolve (quem merece?).

3. Quanto à vida e tudo mais:
      + Para encerrar a semana estava ficando 'deprê e afundada' (gastando dinheiro que não tenho para compensar as frustrações), além de exausta fisicamente de tanto dormir tarde e acordar cedo... estava mais que sensível... Consegui algo que não fazia a tempos: almoçar com pessoas queridas (a amiga de longa data Camila e a amiga de recente data Daiane mais o Filho lindo) na 6ª feira e foi bom!
     + Visitei minha amiga ontem. Poucas casas e poucas famílias me deixam tão à vontade, mas são todos queridos e acolhedores que meu coração fica abastecido (obrigada!). E para completar tem o bebê que treinou falar 'titia'... 
     + Hoje, o Filho e o Amorzão foram com o sobrinho visitar a ExpoMusic fiquei com minhas cólicas.



terça-feira, setembro 21, 2010

Decoupage (S.O.S) outra vez

Fiz tudo certinho:

1. Limpei as caixas de mdf

2. Passei base

3. Lixei

4. Repeti o processo

5. Passei tinta 'acrilex' 

6. Deixei secar

7. Repeti o processo para melhorar o acabamento

8. Esperei secar (e por falta de tempo, mais de um dia)

9. Usei 'Termolina acrilex'

TRÊS DIAS APÓS E AS
CAIXAS NÃO ESTÃO SECAS!!!!!!!!!!!!
(outra vez!)

segunda-feira, setembro 20, 2010

Cardiologista, muito prazer

"Tudo é possível ao que crê" ou "crendo foi lá e fez" e "aquilo que não mata fortalece" são ditos comuns e que colocamos em prática sempre. 

A ansiedade diante de uma possível consulta e necessidade de laudo para o (possível) procedimento fez com que todos os bichos (cobras e lagartos) atormentassem meus pensamentos. Não acredito que estou doente, mas visitar o médico pode fazer surgir alguma doença (sei lá! melhor não abusar!). Consulta agendada e ganhei bolo do médico - o ser é daqueles britânicos na Cidade de São Paulo: ou você está lá 15 minutos antes ou desiste porque ele desistiu neste tempo. Outra correria, angustia e desespero para encontrar novo médico em tempo curtíssimo para ter o tal laudo. 

Nova consulta agendada e eu lá dentro 20 minutos antes (vai que é outro inglês vivendo em SP) e minhas amigas de Curso lá fora passeando (amigas são para estas coisas também: apoio e paciência para esperar). Após 15 minutos da hora marcada (fazendo jus aos profissionais da área) fui chamada. Respondendo ao questionário; apresentando os exames que já tinha em mãos... Que simpatia! Com certeza a simpatia é devido à educação e bons modos do profissional e o laudo dizendo que estou apta ao procedimento que dará alívio as minhas tormentas (será?).

Mas (tem o mas, mesmo), este negócio de ir ao médico não pode sair com tudo muito bom. O cardiologista disse que estou muito bem do coração (!) e que (tem o que!) apareceu no último exame um 'bico de papagaio'.

Fala sério! Se estamos com saúde é melhor esquecer este negócio de prevenção, pois ela nunca é favorável aos seres humanos comuns.

Conhecia estes bicos de papagaio:
a ave

a flor

Agora, mais este: 
muito prazer, Sr Cardiologista!
Ops, Sr. Bico de Papagaio!






sábado, setembro 11, 2010

"Causos" de família

Viver em sociedade é necessário e indispensável e muito delicado! Em algum momento já mencionei que mudei para SP para estudar e nunca mais voltei. Minha intenção não era essa, mas depois de dois anos de Curso comecei a namorar o Filho da Sogra (blá,blá,blá...) e ao final de quatro anos, no lugar de voltar para ficar, voltei em casa para casar!

Não tendo família pelas bandas de cá 'afeiçoei-me' (com reciprocidade) por minha cunhada - que já tinha dois filhos - e virei tia, cunhada, nora e amiga com direito a todos os rótulos em família. Adotei o sobrenome da família e fui adotada por todos! Assim, em todos os programas possíveis nos associávamos todos juntos: os sogrinhos; três irmãs (uma casada nos EUA) mais o Filho da Sogra; um cunhado; dois sobrinhos; eu; o Filhote e mais um agregado (uma cunhada casou depois) - total para o Natal: 11 pessoas!

Meus pais e meus irmãos (4) demonstraram entender que minha vida estava centrada por aqui. Lá virei tia de verdade de um garoto e mais tarde de mais outro garoto. Meu pai faleceu em um acidente e nunca superei esta perda da vida. Tive uma parte de minha família (dois irmãos e uma prima) por aqui em alguns tempos, e de um destes virei tia de uma garota. Minha família (adotada) esteve sempre por aqui - à maneira deles.

Outra grande perda aconteceu há quatro anos quando minha cunhada mais amAda faleceu (também em acidente de carro). Foi necessário 'fincar' o pé para a casa dos sogrinhos e manter o apoio maior por lá. Nesta dor e neste luto insuperável perdemos o nosso anfitrião, em seus 91 anos de idade. 

Não tenho certeza se nos unimos mais ou nos afastamos ou apenas convivemos, mas sei que continuamos sendo família. Ser família e ter família é um privilégio! Com todos os causos e descasos da vida continuamos sendo família.

(E) o último causo: fiquei lisonjeada (gosto desta palavra!) quando os sobrinhos rapazes destacaram que as duas caixas, presenteadas ao pai e ao sobrinho mais velho, foram 'feitas pela tia no ateliê dela'.

Ainda estou 'pocando' de orgulho: pelo reconhecimento; pelo sentimento de orgulho deles e por nosso afeto de família.

Este porta CD foi presente ao (cun)cunhado
E só uma criatura insana tem a ideia de pintar todos os detalhes
Parte interna:



Este foi para o sobrinho



quinta-feira, setembro 09, 2010

Dia das Mães em Setembro

Este mês é quando comemoro o meu dia das Mães. Isso mesmo! É que virei mãe neste mês. Há 14 anos estava 'pocando' por estes dias, mas mantendo a vida serelepe, pois acreditava que o pequeno ser esperaria o outro mês para nascer. 

A grande realização deste dia não esteve na idealização do presente/bebê que teria, mas na concretização do desejo de ter um menino. Não ficava horas imaginando como seria a vida, mas buscava caminhos que facilitassem a vida que já estava acontecendo.


Para este meu mês de ser mãe, começo a pensar em algumas coisas... Por exemplo: encontro vários blogs de mães e de pais (sigo um de cada e são maravilhosos!) de primeira viagem ou de filhos pequenos, mas continuo procurando aqueles que contam as venturas e desventuras de ter filhos adolescentes - tem um que sigo no outro blog. Existem vários que contam em detalhes os preparativos para o casamento e outros que detalham a gravidez inteirinha... 


Mas, as crianças crescem... Tenho certeza que o pai e a mãe não deixam de amar seus rebentos... Sei que as criaturas mudam muito quando começam a adolescer, mas os bebês deixam as fraldas e viram criancinhas e todo o mundo continua contando suas mil façanhas, graças e até pirraças, além do primeiro dia na escola e blá, blá, blá...


Enquanto esperava o momento de ser mãe ficava observando o apelo consumista que vem com a maternidade (livrinho disso; momento daquilo...) e pensava se estava desejando aquilo ou não. Minha vida 'pé no chão' limitava os devaneios hormonais da gravidez e eu pensava numa vida que estava ali (ou aqui dentro).


O apelo consumista não confirmou ainda um mercado valioso: pais de adolescentes. Descobriu os adolescentes, mas não seus pais (ou os pais que não se descobriram). Tanto quanto há expectativa para a entrada na alfabetização há expectativa para entrada no ensino médio e depois na faculdade... E estes pais? Estão ficando órfãos de filhos! O mercado não os descobriu e deve ser por isso que eles (pais) estão escondidos em algum lugar - a eminente falta de seus filhos.


Mas, não estou pensando no que virá. Sempre estou em busca de alternativas para viver feliz.


Não estou à espera de um bebê, mas estou 'gerando' alguém que logo será adulto, responsável por si e por seus atos (que responsabilidade a minha, assim como de uma grávida). Logo meu filho estará aí no mundo. Estará definitivamente sem pai e sem mãe para aparar as quedas ou para cuidar dos machucados, pois os jovens não esperam que os pais os carreguem e preciso aproveitar o tempinho que ainda temos para mais umas recomendações básicas.


Sendo mãe, e reafirmando o código genético das mães, vou continuar babando minha cria e 'pocando' de orgulho de suas conquistas e proezas. Ainda vou continuar vendo muita graça em tudo o que o moço realiza... E sendo mãe... Venho aqui registrar.





quarta-feira, setembro 08, 2010

Em tempo

Sempre tenho muito orgulho do resultado de
minhas artes







terça-feira, setembro 07, 2010

Coisas de mãe

Tudo o que passamos na vida quando a vida nos presenteia com o título de mãe faz parte (mesmo) da vida de mãe?

Pergunto porque o Filho está em seu último mês de treze anos e sei (insegura desta certeza) que ele já é um moço. Tão moço que preciso lembrar sempre que ele alcança as prateleiras do alto e não preciso mais ser complacente com os potes não guardados... E outras tantas certezas de seu crescimento.

Mas, será que todas as mães que tem um filho terminando o Fundamental e já matriculado no Curso Técnico são chamadas à escola porque o vicediretor (sem muita certeza) precisa dizer que ele (o FIlho) respondeu "não tô nem aí"?

O Filho quando entendeu a razão de sua bela (e séria) mãe lá na vicediretoria explicou tudo: 'não falei nada com o senhor, falava com os meninos que estavam perturbando. E o senhor chamou a minha mãe aqui só por isso? Poderia falar comigo."

Como mãe - líder do clube de mãe corujas e babonas de suas crias - concordo com Filho! Mas, claro, não na frente dele e sem ele precisar saber disso. Umas complicações desnecessárias.

Coisas de mãe...

segunda-feira, setembro 06, 2010

Quem me compra...

Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão)
Cecília Meireles


Faz parte da vida

sexta-feira, setembro 03, 2010

'Estava à toa na vida'

'Estava à toa na vida'... 

Até parece! Já não tenho mais minhas noites tranquilas em casa, pois estou lá na Pedagogia direto; já fiquei irritada 'por demais' com a correria da vida; não tenho mais secretária para serviços domésticos (a caixa de roupas para passar já transbordou!) e as cólicas ainda causaram durante a semana toda, além da retenção de líquidos. 

Resultado de tudo isso: casa de pernas para o alto; centímetros de pó pelos móveis e pelo chão escondendo a cor legítima dos mesmos; o cachorro já estava um desconhecido de tão sujo (coitadinho!) e o carro vermelho (?) perdido embaixo de tanta sujeira.

Caos só tem uma solução: faxina!

Como tudo acaba em festa - sem pizza, pois o sódio está sendo limitado para que meus dedos e meu corpo voltem ao normal - encarei umas folhas de agenda e o resultado é:




Um acréscimo: tenho TOC assumido. Fico incomoda e pensando sem fim nas sobras de papel. Aproveito todos os pedaços de papel que ficam 'dando sopa' aos meus olhos. Mas, quero ficar curada e prefiro ter uma agenda ou bloco de anotações ao meu lado - ao lado do computador.


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