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sábado, junho 26, 2010

Serviço de utilidade ginecológica

Sei que não deveria, mas estou a consultar o Dr. Google e a Dra. Internet. Estes doutores médicos do mundo virtual são como os do mundo real: dizem tudo e não esclarecem nada ou não esclarecem nada e dizem tudo - é só escolher!

Como estou vivenciando este momento... Nada impede que o mundo virtual confirme as suspeitas do mundo real ou que, simplesmente, informe um pouco mais. A médica disse, depois que senti dores terríveis ontem, que não poderia retirar o bendito DIU porque um pólipo impedia -  indaguei o que era o tal pólipo ao que ouvi "uma carne esponjosa" e que deveria ir a um lugar especializado (com urgência) retirar "aquilo". Ela é doutora nesta área - ginecologia - e estudou mesmo para ter esse título e não duvido de suas conclusões e explicações. Mas, voltei para casa com muita dor! Com mais dor que estava antes!

Depois de resolver ter uma crise digna das histéricas de Freud (e ainda tendo útero) estou mais calma hoje. Com esta calma (nem tão calma) e encarando a realidade (o sogrinho está hospitalizado outra vez) estou querendo entender o que vai no meu organismo. Quem sabe ainda entenda...

Consegui entender com estes doutores de plantão que o pólipo e o mioma tem o mesmo significado: tumores normalmente benignos. Consegui entender que nem tudo o que está acontecendo (dores e sangramento) acontece com todas as vítimas e isso faz com que os médicos do mundo real não receitem remédios para dor (de verdade!), pois "estes pequenos miomas não causam tantas dores". Fala sério! Não causa no útero deles, nem nas costas deles e tão pouco nas pernas deles! Não são eles que acordam no meio da noite gemendo e, tão pouco são o conjuge que avisa que você está gemendo no meio da madrugada e não é de prazer! É de dor mesmo!

Melhor manter a calma e continuar consultando vários doutores. Quem sabe um deles consegue completar as respostas dos outros? Ou quem sabe, um destes outros consegue esclarecer minhas dúvidas? Ou quem sabe nestas questões eu resolva o que fazer independente da opinião alheia?

sexta-feira, junho 25, 2010

Mais um capítulo da novela...

A passagem das horas marca a passagem dos dias...

As dores físicas e as dores da alma fizeram com que, após conversa franca e direta com o médico do trabalho, eu tivesse coragem (será?) de ficar em casa - afastada com atestado médico -  mas isso é terrível, pois as mil preocupações e ocupações continuam chegando e a reclamando minha total (que não tenho mais) dedicação.

"Miséria pouca é bobagem" já dizia o velho ditado. Recebi uma notificação da morte prematura de um ex-colega de trabalho - gente como a gente; amigo de meus amigos; esposo de uma mulher maravilhosa; irmão de um amigo querido - e isso traz uma infinidade de sentimentos. O que significa a vida? O que vale continuar acumulando preocupações e aflições? Nada de nada.

E aí, cheia de dores, pois as benditas continuam atormentando cada dia um pouco mais, rumei ao consultório médico mais uma vez (Se eu fosse hipocondríaca estaria realizada!) e com as notícias do rádio intimidando o trânsito pré jogo de copa - Brasil e Portugal. Mas, fui tão rápido, tão rápido que tive tempo de olhar duas vitrinas para espantar os sofrimentos do coração e do útero (tão interligados). Ir rápido para quê? A médica sempre chega na hora exata ou bem depois dessa hora exata.

Muito sem graça ver o jogo numa sala de espera e mais sem graça, ainda, é interromper o 2º tempo para colocar as pernas naquela terrível posição (que não conheço nenhuma mulher que sinta prazer nisso) e constatar que a opinião da médica é:

"Vamos retirar o DIU"
"Terminar a cartela do Alestra 30"
"Iniciar o tratamento com progesterona em doses mensais - injeção!"
"Se nada adiantar, tem que tirar (o que? meu útero ou os malditos miomas? - fiquei sem resposta)". Já havia feito essas perguntas antes e não obtive resposta: Vou tomar hormônio - anti concepcional e usar o DIU (desnecessário?)? Se não adianta e não está adiantando porque continuar com tantos tratamentos?

Mas, nem tive tempo de perguntar mais nada, pois a dor estava forte e não houve possibilidade de retirar o DIU, pois (novidade!) há um pólipo impedindo o contato com o fiozinho. 

Resultado: novo encaminhamento para retirada urgente do tal pólipo! Com  a mesma urgência devo retornar para retirar o DIU!

Hoje, só tenho algo a dizer: PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





terça-feira, junho 22, 2010

Melhor mudar de canal

Já que a novela está longa demais...
Vou mudar de canal
e aproveitar os comerciais...













Botas para caminhar
desfilar
desfrutar!

Ao clicar sobre as imagens há o endereço de origem


Saga ou Novela?

Nada contra histórias sem fim ou pessoas que gostam de novelas intermináveis, mas minha paciência não permite curtir Lost porque penso que tudo precisa de solução ou de outro caminho. Episódios diferentes ou cheios de aventuras ou de histórias comuns até são dignos de "perder tempo". Mas, o fantasioso maior do que tudo? Esse não está cabendo, não.

E minha novela ginecológica está parecendo estas intermináveis novelas... Quando pensei que os "remedinhos" diminuiriam as dores malditas... Nada! O sono continua sendo interrompido porque dói aqui e dói acolá (idade do condor??????) e o dia fica interminável porque nada resolve nada.

Retomando uma parte: consultei o gineco conhecido de longa data que perguntou o que eu prefiro e sua posição é de histerectomia; voltei à médica que, bondosa e pacientemente, explicou tudo do post anterior; fui à consulta com a indicação nº 1 da médica e é essa parte que está ampliando a novela!

Hoje, já estou calma (será?), só perdi o sono porque a lista infindável de final de semestre está acabando com meus pensamentos e não há tempo para tudo (só isso?), considerando que minha terapeuta (criatura elegante que sou!) concorda comigo que não estou com paciência para nada e que é uma violência eu ter que terminar tudo - qualquer coisa que "eu tenha" é uma violência!

Voltando ao médico nº 1, mas que foi o 3º a ser escutado e destacando as partes principais da volta ao começo de tudo: "... em relação a miomatose uterina. Refere quadro de hipermenorragia mais dismenorréia...Útero com vários pequenos miomas... Útero discreto. Em uso de Alestra há 2 meses. Penso que a cirurgia de miomectomia por vídeo laparoscopia não poderia resolver por completo. Sugiro insistirmos no tratamento clínico..."

Isso mesmo! Volto com o encaminhamento e a sugestão de tentar resolver tudo (tudo deve incluir a dor desagradável que está disputando a vaga de ser mais íntimo de minha vida, porque o absorvente já ganhou até do Amorzão!) sem a intervenção cirúrgica. Não que eu esteja desejando uma anestesia geral, remédios, hospital e internação; longe de mim tudo isso! Mas, já perdeu a graça faz tempo viver como se fosse doente e nem doente estou!

Quando é que a médica tem horário, além do que já deixei marcado para agosto? Só em setembro ou, se eu estiver disposta à humilhação de espera sem fim e quiser ouvir: "manda entrar a paciente que está com sangramanto", tem a possibilidade de no horário do jogo do Brasil ficar lá, pois tem menos pacientes (será por quê?). Mas, o que resta? Resta continuar com dor e usando absorventes sem fim; continuar tomando hormônios que deixam meus seios enormes (uau!) e doloridos (ninguém merece!); perceber que a irritação está tomando conta do meu ser... Não! Terminantemente NÃO!

A novela continua...

sexta-feira, junho 18, 2010

Cenas do capítulo anterior

No capítulo anterior havia muitas lágrimas, frustração, ansiedade, tristeza, decepção, angústia, medo e indecisão. 

A vida continua... Sem coragem para tomar decisões drásticas resolvi que os exames pré operatórios poderiam ser feitos (isso não faz mal!). 

Fui às agulhas, aos fios e os "flashes". Aqueles exames de sangue são velhos conhecidos, mas furar a orelha para ver o tempo de coagulação do sangue foi muito sem graça. E mirar o potinho para exame de urina? Já nem lembrava como era isso (risos!). A sala de raio X já conhecia. Enquanto aguardava para a coisa mais desconhecida - eletrocardiograma - fiquei entediada, mas não conseguia cochilar, pois as cólicas atormentavam minha vida de paciente impaciente. Por que será que ninguém nunca compartilha algo que os demais desconhecem? Aquelas falsas ventosas beliscando e aqueles grampos gigantes nos meus pulsos e tornozelos faziam com que eu pensasse em eletrochoqueterapia.... 

Enquanto continuava aguardando... Pensava nas conversas do dia anterior com algumas mulheres mais maduras que admiro muito - minha coordenadora, uma ex-professora e atual colega de trabalho e a amiga de apoio incondicional Nitinha - e no que isso representava no momento: coragem e estava decidida que, se necessário, poderia até fazer a histerectomia.

Conjunções coordenativas adversativas são necessárias para expressar tudo - mas, porém, contudo, entretanto - precisava conversar com a médica e consegui um horário!

Considerações: 
a) "Se você está com um problema na mão, você tira a mão ou tenta resolver o problema?"
b) "O útero é sim para acolher o bebê sendo sua principal finalidade, mas ele mostra através de suas alterações que algo mais pode não estar funcionando bem e isso é possível sem fazer exames todos os meses."
c) "A menopausa tem o tempo certo para acontecer e a retirada do útero antecipa, comprovadamente, isso em 4 ou 6 anos - isso com todos os sintomas existentes."
d) "Retirar qualquer órgão do corpo é considerado mutilação."
e) "O útero não alterado jamais precisa ser retirado."
f) "Miomas podem ser consequencias de alterações hormonais e retirar o útero diminui as possibilidades de identificar os sintomas principais: cólicas, aumento do fluxo ou interrupção do mesmo."
g) "Quanto menos agressão no corpo melhor para seu funcionamento."
...

Ajudou fazer muitas perguntas, pois obtive muitas respostas - concordando ou não com elas - e conhecimento sempre é melhor (não concordo mais que o ignorante é mais feliz) do que viver sofrendo.




quarta-feira, junho 16, 2010

"Quem canta seus males espanta"

O que é, o que é?

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

(Gonzaguinha)

domingo, junho 13, 2010

Dramas do momento

Drama I - Claro que tenho o drama enorme de expor meus sentimentos e minhas fraquezas ou de precisar de ajuda. Sou humana com complexo de super-herói.

Drama II - Vivo um momento de drama. Não consigo aceitar algo da vida: doença! Na verdade não estou doente, mas estou vivendo com dores nas pernas, cólicas sem fim e usando absorventes há mais de 45 dias. Há uns miomas – tumores benignos – no meu útero e preciso decidir como, quando e o local onde eles serão retirados. Parte do drama está sendo superado, pois não estou ignorando mais as informações que preciso obter e decidi não querer mais algumas respostas: por que comigo, se sou tão nova? Se tirar tudo pode voltar outra vez? Por que isso?

Drama III – É frustrante demais pensar que preciso de uma intervenção cirúrgica. A única experiência hospitalar que tive foi a cesárea. Foi muito sem graça ficar hospitalizada, mas foi tudo bem! Bem mesmo, pois nem consigo mostrar para o meu filho a linha finíssima que ficou de cicatriz. Mas, pensar na anestesia é terrível! Sem explicações. Apenas terrível.

Drama IV – A médica solicitou que a retirada aconteça por videolaparoscopia para preservação do útero e do DIU que está lá. Explicou que deveria procurar apenas os médicos indicados, pois seguiriam essa recomendação.

Drama V – Consultei o médico que me acompanhava desde o casamento e que pode fazer a intervenção cirúrgica no hospital que prefiro ficar internada (já que não tenho opção). Ele perguntou se tenho planos de resolver isso de uma vez por todas. Explicação: retirada dos miomas e do útero junto.

Drama VI – Retirar o útero é retirar a hipótese remota de ter mais um filho que nunca planejamos ter, mas que a certeza de não ter é um sofrimento. Sempre tive certeza que teria apenas este filho, mas sei que há uma vocação natural à maternidade e os resultados são muito bons (o Filho é maravilhoso!).

Drama VII – A alternativa para todos os pensamentos ruins: se tiver que fazer uso da anestesia geral prefiro retirar o útero. Isso não tem cabimento, eu sei. É um pensamento torpe que tenho. Alternativa seguinte: se tenho que retirar o útero e abandonar o sonho não sonhado de ter mais um filho, melhor aproveitar a ocasião e fazer a abdominosplatia nunca sonhada.

Drama VIII – Acreditar em que? Dúvida cruel!

sábado, junho 12, 2010

Pernas Inquietas


Poderia até ser a "síndrome das pernas inquietas secundária" ou algo parecido, mas minhas pernas estão agitadas e, às vezes, doloridas demais e isso faz parte de novos sintomas que estou aprendendo a observar e não dizer que estou somatizando meus aborrecimentos. 

Tive uma amiga de internato (escolhi fazer a faculdade em regime de internato e foi uma das melhores escolhas que fiz na vida) que usava platina no fêmur e sempre que ela dizia que a perna estava doendo o tempo mudava. Tínhamos um serviço de meteorologia grátis! Parece engraçado, mas ela foi vítima de um acidente onde perdeu uma pessoa querida e ficou marcada para o resto da vida, além de ficar hospitalizada muitas vezes e de ter uma perna menor que a outra depois de tantas operações.

Pernas! Como é valioso ter pernas que nos levam para todos os lados que desejamos! Quando penso na  amiga da previsão do tempo sei que muitas pessoas vivem dramas enormes na vida e convivem com estes dramas. Vida! Como é valioso viver!

Vivemos uma vida inquieta e nem nos damos conta de quanto é bom ter vida...

Nem sei mais por qual razão escolhi viver essa vida tão inquieta, mas sei que estou sentindo saudade de uma vida que não vou ter mais. Sinto tristeza porque sei que não terei realizações que não imaginei desejar. Parece confuso, mas não é. Trocando em miúdos: nunca tive certeza absoluta que teria mais filhos, mas diante da certeza de que não os terei a tristeza é enorme. A certeza ou a dúvida que deixou de existir. Nem sempre é bom ter certeza...

A vida é tão inquieta como as pernas que não deixam de sinalizar a vida que passa e este é apenas um passo diante de tantos outros que estão por vir.



sexta-feira, junho 04, 2010

Feriando

A palavra não existe mesmo, mas gostei de pensar na ação referente ao feriado... O que você está fazendo? - perguntam. A resposta pode ser simples: "Curtindo o feriado!" Isso ainda é muito genérico* e não quer dizer muito, pois cada pessoa pode "curtir" o feriado de maneira própria.

Assim, pensando estamos todos "feriando" ou vivendo o feriado como é possível a cada um.

Nós três tínhamos poucos planos, pois este é um feriado que há 20 anos desejo passar em minha cidade preferida, mas nunca volto nesta época, pois é final de semestre letivo - e minha vida é sempre regida pelo calendário acadêmico - e fica sempre faltando poucos dias para as férias de julho (isso eu gosto demais!). Melhor pensar na vida na cidade e as opções de feriado, além das obrigações comuns.

Um concerto com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo ou um concerto com Michael W. Smith? Família com gosto musical eclético é assim mesmo, mas a Orquestra faz parte do "currículo acadêmico" do filho, então lá fomos nós. Fomos e só isso! Não havia mais ingressos (hihihii). Voltamos os pensamentos para a 2ª opção.Conseguimos ingressos!

Amei! 


*genérico: palavra do feriado para o filho que descobriu o mundo das marcas (CONSUMISMO) e não quer entender mais que um genérico pode dar conta do recado.

terça-feira, junho 01, 2010

Terça feira ou terça-feira

Com a nova gramática tem hífen ou não? Tenho certeza apenas de uma coisa: enquanto o mais charmoso dos gatos odeia a 2ª feira (para não errar no hífen) eu detesto com força 3ª feira!


Mas, já que não tem como evitar... Anda dia!!! Arrasta ser humano!!
...


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