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sexta-feira, abril 30, 2010

Essência de vida

Algumas pessoas participam de minha limitada lista de amigos. Poderia ter mais amigos, mas a vida nem é tão simples... 

Os poetas e pensadores já escreveram muito sobre amizade e não serei eu a completar este rol de "odes" à amizade. Considero o que Saint-Exupéry escreveu formidável e completo ("Quando você dá de si mesmo, você recebe mais do que dá") para nos mostrar quantos amigos podemos ter na vida.

Mas, a vida me deu de presente (como já mencionado em outras situações) alguns poucos é ótimos amigos! Estas pessoas são ótimas de verdade! Para completar são pessoas que possuem a essência da vida e disponibilizam essa essência aos demais. Desta forma é que conseguiram me cativar. 

O perfil destes amigos tem dissonâncias, mas algumas similaridades, também. Todos são generosos em dar amizade; compartilhar alegrias, vitórias e derrotas; sentir orgulho pelas vitórias e compaixão pelas desilusões; responsabilidade (eterna) por aquilo que cativam e não se ocupam apenas de si mesmas (parece que todos leram o Pequeno Princípe!).

Uma amiga, a Lila, tem a essência de viver e disponibilizar nos demais o mesmo desejo de viver em grupo. Não é um grupo qualquer. É desprender-se e viver afetuosamente entre amigos e conduzir todos ao afeto.

Fico impressionada (e agradecida!) pela capacidade dela em nos fazer queridos de seus queridos;  de transformar todos em partes indispensáveis de sua vida - e da vida destes outros que já estão envolvidos nessa essência de viver.


quinta-feira, abril 29, 2010

As obras continuam

E quem disse que todos gostam de mudanças?
Isso dá trabalho demais...
Envolve tempo...
 Disposição para aceitar o novo...

quarta-feira, abril 28, 2010

Blog em manutenção


Tive um professor na faculdade (1ª que fiz) que contava umas histórias em que ele havia avisado que seria melhor fazer outra escolha, mas que teimavam em fazer outra coisa... Então, ele dizia:
"Montou no burro! Aguenta o trote!

...

É bem nisso que estou!
Quem mandou fuçar no layout sem ter tempo e com muita dor de cabeça?
Agora tenho que deixar tudo confuso por aqui...




domingo, abril 25, 2010

Sinusite - continuação/o retorno/parte II



E o que a criatura pode fazer quando volta uma forte crise de sinusite/enxaqueca/dor de cabeça? 

1. (   ) Abraça o mau humor?
2. (   ) Agarra o travesseiro e não larga mais? 
3. (   ) Ignora a existência de qualquer outro ser vivo e se transforma no centro do universo com gritos uivantes?  
4. (   ) Ignora que sente dor e tormento e toca a vida com os inúmeros relatórios, pesquisas, leituras, resumos e correções que tem pela frente?
5. (   ) Nenhuma das respostas anteriores, pois é melhor dormir!

sexta-feira, abril 23, 2010

Mais algumas deste moço

O assunto da semana está girando sobre a Copa.

O moço questionou se não poderia ter uma camisa oficial da seleção. Expliquei algumas questões sobre o consumismo sem reflexão até chegar à relação ano de copa e ano de eleição (pesado? Não mesmo! Sei que preciso abordar a verdade como ela é) e ouvir:

- Deveriam mudar o ano da eleição, assim o povo não fica alienado!

Que explicação acrescentar? Ficar orgulhosa do filho ou enraivecida com o mundo alienante que vivemos?

O assunto não acabou! Decidiu que um objetivo deveria ser alcançado: o álbum de figurinhas da copa.

Essa mãe que não sabe responder NÃO e PRONTO! Ou responder: ESQUECE! A mãe se limita apenas aos diálogos para que a criatura comece a pensar; refletir e medir as conseqüências de suas escolhas. Então, começa a sessão conversa sobre desejos e necessidades; conversa sobre consumismo; mídia; imposição econômica dos países mais ricos sobre os mais pobres; influências negativas... blá, blá, blá... E, como pode o álbum ficar pronto sem a convocação oficial do Dunga (sou fã dele!)? Tanto blá, blá para ouvir uma resposta básica:

- O álbum é só um álbum!

- Então, tem meu apoio total e irrestrito! Pode comprar o álbum e quantas figurinhas desejar COM SEU DINHEIRO!

Quando volta para casa com o pai, pós-dia longo de aulas e ensaio frustrado porque a trompa estava emperrada:

- Mãe, o pai disse que não apóia o álbum da copa porque vai desvirtuar minhas responsabilidades! Pai, a mãe disse que apóia! – filhos sempre querem ver um contra o outro para tirar vantagem de tudo.

Silêncio na casa.

- Hora de ir para a cama! – é minha fala limitadíssima

Após o silêncio que garante o sono do menino-moço o pai abre o coração comovido e conta que seu pai nunca questionou o valor do álbum ou quantas figurinhas ele teria. Apenas mandava comprar logo, pois “o menino é menino!”

Reflexões de mãe: o pequeno moço é apenas um menino!

Álbuns de figurinhas fazem parte da infância e da adolescência, assim como não querer estudar ou não querer tomar banho. Já que não vivemos os conflitos dos estudos e dos banhos (mas, temos o de dormir e de usar o desodorante – ele é moço!), que mal há em deixar que os dias sejam contados pela quantidade de envelopes de figurinhas perdidas por que são repetidas? Que mal há em permitir que as relações sociais estejam ligadas pelo ter (já que sou totalmente contra medir as pessoas pelo que elas têm) e não pelo ser? Que mal há em deixar que ele compre as figurinhas com o dinheirinho que ganha da avó e da tia?

O moço aqui é pão duro quando o dinheiro a ser gasto é da gaveta dele. Não posso perder essa oportunidade de deixá-lo viver a vida e ainda aprender o quanto custa preencher o álbum. Isso não é querer que fique amargando as tristezas ou deixá-lo cair apenas para saber o que dói e como dói. Não sou disso (queria proteger meu filho de todas as maldades existentes!), mas ser mãe e deixar o filho ser filho.

Enquanto faço a seleção de imagens (perdidas na internet) para ilustrar o tema aqui, o Filho já conseguiu mostrar a diferença entre as duas imagens...

Melhor que cada um continue vivendo o que é adequado ao seu tempo, pois como diz a Bíblia: "Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança".


O moço aqui de casa

Tem um moço em casa! Este moço mantém resquícios de alguém muito conhecido, pois a sinceridade e vivacidade são características que aparecem muito por aqui.

Aqueles braços e pernas compridas (mesmo que meio mundo mais um terço não o considerem grande) não apresentam vestígios do menino de antes. Quando ele tenta se jogar no sofá da sala tem sobra de pernas para todos os lados e a situação fica muito sem graça quando ele tenta, a todo custo, andar pendurado no meu ombro. Não está pendurado mais! Está mano a mano (não que isso seria muito difícil, pois 1,51 não são lá grandes coisas)!

Adiante! O moço é cheio de idéias próprias – vestígios do pequeno garoto de antes – e consegue insistir em manter o pensamento até que encontre provas contrárias. Suas provocações mentais são admiráveis:

- O que eu mais queria ver era a demonstração do uso do nitrogênio líquido (fazendo referência à mostra de física que foi assistir) e todas as conclusões, além daquelas situações em que o movimento e a força estão interligados à vida prática – diz.

- Se tudo isso é física, como você explica que sua nota na disciplina correspondente foi a mais baixa (a nota mais baixa foi 7,0! Algo desconhecido para ele) do bimestre? – pergunta a mãe que nunca valorizou nota e que se diz formativa (método de avaliação constante sem valorizar a prova ou os testes).

- Prova! Quem tem que ter alguma explicação para isso é o professor!

A resposta da criatura é porque deseja provocar a mãe ou porque aprendeu a ser formativo, também?

----

Quer mais? Então, vai:

O pequeno grande moço quando menino gostava muito de ler. Freqüentava a biblioteca com assiduidade; estava sempre animado para entrar num sebo – e olha que tem alergia aquelas páginas amareladas – e ficar se deliciando com a possibilidade de encontrar algo interessante da coleção vagalume; pedia sempre para ficar dentro da livraria enquanto a mãe andava pelo shopping... Leitor ou como dizia o pai: “Leiteiro”.

Ontem, ficou empolgado quando descobriu o Príncipe de Maquiavel (isso mesmo!) e uma outra possível versão de Robinson Crusoé (isso já foi assunto por aqui!). Trouxe-os para casa, pois disse que compraria apenas dois livros e considerei que estes dois podem ser mais empolgantes (e menos estimulantes – contraditório? Não! Precaução de mãe que foi politizada muito cedo) aos outros dois: Os Lusíadas e Utopia.

Em casa, pós-plantão do pai:

- E estes livros aqui?

- Pedidos do Filho!

- Mas, um destes já andou por aqui, não? E o que ele viu de interessante neste outro (referindo-se ao Príncipe)? – indaga curioso o pai que teve a adolescência em tempo e espaço diferente da mãe.

- Manual de Política! Ele gostou demais da parte em que diz:

Aqueles que somente por fortuna se tornam de privados em príncipes, com pouca fadiga assim se transformam, mas só com muito esforço assim se mantêm: não encontram nenhuma dificuldade pelo caminho porque atingem o posto a vôo; mas toda sorte de dificuldades nasce depois que aí estão. São aqueles aos quais é concedido um Estado, seja por dinheiro, seja por graça do concedente(...)

- ! (isso significa o período de silêncio, admiração e reflexão do pai)

- Tenho que respeitar a escolha dele, né? Recebi apoio do meu pai quando descobri que existe o mundo da idéias, da liberdade de expressão... E quando ele confirmar que a política não é bem por onde deveria ser e se decepcionar é bom continuar aqui, né?

O pai suspira e diz: 

- Treze anos!


quinta-feira, abril 22, 2010

Memórias - mais algumas antes daquela

Em algum momento já escrevi sobre minhas amigas da adolescência e se não escrevi escrevo agora (para aproveitar e colocar a maquininha para trabalhar e fazer um monte de coisas ao mesmo tempo. Se travar... Travou! Volto lá na assistência técnica de onde virei freguesa constante e até amiga da pessoa responsável pelo serviço).

Volto às amigas. Em especial a amiga. Tive um encontro comigo mesma quando encontrei essa amiga, pois tivemos uma identificação muito grande apesar das enormes diferenças (não físicas, pois as duas conseguiam ser pequenas de maneira igual).

Não foi apenas a vida e a distância que nos separou, pois conseguimos nos manter conectadas uma a outra por muito tempo ou quem sabe pouco tempo para tanta vida que vivemos. Minha amiga de adolescência, de idéias, de sonhos, de ideais, de lutas, de conquistas e de muito orgulho um dia foi para sempre... Isso dói mesmo que o tempo tenha passado.

Quando escuto o Guilherme Arantes me lembro dela. Que coisa! Nem gostávamos dele, assim. Na verdade deveria lembrar ela quando toca o Legião Urbana – grupo de nossa geração – mas, depois de nossos arroubos da idade algumas mudanças aconteceram...

Um dia voltei em minha cidade e ela estava de namorado novo. Uma criatura dessas que não combinam nada com nada. Até a mãe dela, minha doce TiaVera, falava que não havia melhor genro. Isso era uma ironia, pois do que adianta ser um ótimo genro e não ser tudo como namorado? O namorado diferente fez uns comentários muito nada haver com nada sobre o Guilherme Arantes. Minha amiga conseguia me considerar sua “consultora para assuntos religiosos”, além de outros adjetivos que recebi, e perguntou o que as tais profecias de Nostradamus estavam relacionadas com a Bíblia e o que o cantor em questão tinha com isso (?).

Boa e excelente pergunta! Fé e religião! Tínhamos ótimas conversas sobre isso e nos respeitávamos nesse ponto, também. Eu que não estava nem um pouco interessada nas tais profecias e que não pensava em explicar que a fé do cantor era diferente da minha, além de ter que entrar em detalhes da fé dele, que nem conhecia tão bem, me limitei a dizer que estava entendendo o que o moço dizia, mas que as músicas não estavam afetando minha fé e minhas convicções religiosas.

Conclusão melhor ainda: resolvemos dar risadas do moço. Querer nos evangelizar quando já tínhamos nossas escolhas religiosas (convictas ou não! Eu estava e sei que minha amiga não)? Com certeza, este namorado estava meio fora de contexto. Não lembro o desfecho dessa relação, mas sei que em outro momento expliquei um pouco de algumas coisas que envolviam as mensagens de cada fé... Guilherme Arantes... As músicas...

A adolescência não tão distante... O tempo que nos distancia... As verdades que ficam e as lembranças que fazem parte da história de cada um junto com todos que passam por nossa vida...

Algumas de nossa adolescência estão aqui, outras aqui e mais outras e outras... Tem ainda muito mais...

domingo, abril 18, 2010

Memórias

A memória está e sempre é relacionada ao aspecto afetivo. Desta forma, acredito que este influencia muito o desenvolvimento cognitivo.

Costumo usar este comentário carregado de exemplos sérios e outros bem divertidos na aulas para que (ilusão?) os futuros professores compreendam como é importante manter relações saudáveis com os pequenos. Mas, hoje há um determinante afetivo mais forte ligando tudo...

Roberto Carlos, o cantor. Não sou fã de carteirinha, mas aprecio muito algumas músicas dele (e quem não consegue lembrar de uma sequer?) e respeito muito os fãs, pois é alguém que fez e faz parte da cultura nacional. Hoje, duas notícias sobre ele: o espetáculo dele em NY e a morte da mãe dele. Um prêmio e uma perda irreparável na vida... Mãe é mãe!

A mãe... Minha mãe é uma figura e tanto! A memória dela para o que a interessa é excelente (e quem não é assim?)! Data de aniversário de um parente distante que nem sabemos por onde anda? Ela sabe! Aniversário da morte de um conhecido? Sabe com certeza? E falecimento de parente? Melhor não perguntar. Quando mudamos de casa? Sabe o dia, o mês e o ano (pode já ter esquecido, pois perdeu o significado).  

Minha memória... Hereditariedade? Memorizo algumas coisas bem nada com nada, tipo essas datas aí (aprendizagem natural da vida) e outras coisas que nem queria lembrar mais. Mas, minha memória retornou para algumas preciosidades que minha mãe nos proporcionou quando crianças - ela acreditava que estava fazendo a coisa mais certa do mundo e fez!


Deste aí, não tenho lembranças. Apenas sei que existiu porque há uma foto em que os dois mais velhos aparecem (lindos e louros!) fazendo pose - cada um com a sua - e eu sentada numa cadeirinha segurando uma boneca (eita mundo!).

Eles tiveram um "jipe" vermelho de pedalar. Não sei se vi foto, mas a memória não aceita nenhum dos que vi (em mais de 30 páginas diferentes do google e mais mil e uma procuras onde aparecem uns carrinhos de bombeiros, mustangs e outros). Pode ser uma memória construída, destas que ouvimos e construímos a imagem (já que eu era muito pequena para saber detalhes).
Ouvi alguém dizer que tive um destes, mas não lembro. Está em minha memória que os gêmeos, oito anos mais novos que eu, tiveram uns destes aí - no caso o banco amarelo está fixado na lembrança - e não andavam com os brinquedos iguais (minha mãe não encontrou para comprar, de 2ª mão, dois iguais).


Meus irmãos mais velhos andavam, cada um, em "tigrão" vermelha! Quando a criatividade não podia ser maior (e mais perigosa!) andávamos juntos: os dois no banco e eu (menos pesada) sentada no guidão. 


Em algum momento tive uma parecida com essa (certeza absoluta que era vermelha, tinha esse quadro vermelho, sem as bolsinhas que eu queria tanto e meus pés alcançavam o chão!). Quando pedi para andar de bicicleta, por volta de 6 anos, ganhei uma que era vermelha e nem usei rodinhas! Umas voltas pela rua e tudo pronto. As grandes quedas vieram bem depois (com dois irmãos maiores quem não cai, machuca e esconde do pai e da mãe?).

Tive outras bicicletas depois. Para minha mãe era fácil negociar os objetos de 2ª mão e isso não tirava o brilho e o encanto de "ganhar" algo. Assim foi com uma boneca "amiguinha". 
Há diferença entre as duas: a primeira tinha os cabelos castanhos com tom vermelho; a segunda era loira mesmo e com este cabelo que não ficava liso. Esta loira foi outra história e em outro tempo e lugar - meu irmão é que apareceu com ela em casa, pois sabia que eu era apaixonada por bonecas.

Antes dessas bonecas grandonas, os gêmeos nasceram poucos dias após meu aniversário de 8 anos e para compensar a chegada de mais dois garotos alegrar ganhei uma boneca linda que chegou com roupa verde como os dois.


A boneca dormia ao meu lado; a caixa era seu berço (sem a tampa, é claro!) e as colegas podiam brincar com todas as outras bonecas que eu tinha, menos com essa. Ainda a tenho (faz tempo...) comigo.

Teve um ano em que desejei demais ganhar um pianinho. Poderia ser de qualquer cor - existia diversas cores. Ganhei mais uma boneca e não a rejeitei por esse motivo; ela ganhou nome como todas as outras e teve festa, também. Mas, nunca esqueci o piano... Não deixei de ser feliz, mas não entendi o que houve, pois minha mãe já sabia que eu havia confirmado que não existia esse papo de "velho Noel".
Há muitas outras memórias como, por exemplo, entrar na loja Juerp e depois ir às Lojas Brasileiras e Lojas Americanas, mesmo que o ônibus ficasse muito cheio (essa parte era aterrorizante!). Quando tinha o desfile de 7 de setembro... Lá estávamos nós segurando a barra da saia da minha mãe e a cena era parecida na chegada do Papai Noel.

Melhor deixar as lembranças sem graça, mesmo que cheias de aprendizado, e voltar às doces lembranças da infância...










E dizem que ao envelhecer estas memórias antigas ganham força.

sábado, abril 17, 2010

Testando a máquina e a memória

Postagem de 15.04:


Testando o bendito do teclado?

Sim! Testando e ele está funcionando! Ainda bem porque preciso voltar a trabalhar com este ser pequeno que atende pelo nome de “meu notebook azulzinho”.

Mas, vamos aos experimentos e começar a escrever:

Em algum momento já escrevi sobre minhas amigas da adolescência e se não escrevi escrevo agora (para aproveitar e colocar a maquininha para trabalhar e fazer um monte de coisas ao mesmo tempo. Se travar... Travou! Volto lá na assistência técnica de onde virei freguesa constante e até amiga da pessoa responsável pelo serviço).

Volto às amigas. Em especial a amiga. Tive um encontro comigo mesma quando encontrei essa amiga, pois tivemos uma identificação muito grande apesar das enormes diferenças (não físicas, pois as duas conseguiam ser pequenas de maneira igual).

Não foi apenas a vida e a distância que nos separou, pois conseguimos nos manter conectadas uma a outra por muito tempo ou quem sabe pouco tempo para tanta vida que vivemos. Minha amiga de adolescência, de idéias, de sonhos, de ideais, de lutas, de conquistas e de muito orgulho um dia foi para sempre... Isso dói mesmo que o tempo tenha passado.

Quando escuto o Guilherme Arantes me lembro dela. Que coisa! Nem gostávamos dele, assim. Na verdade deveria lembrar ela quando toca o Legião Urbana – grupo de nossa geração – mas, depois de nossos arroubos da idade algumas mudanças aconteceram...

Um dia voltei em minha cidade e ela estava de namorado novo. Uma criatura dessas que não combinam nada com nada. Até a mãe dela, minha doce TiaVera, falava que não havia melhor genro. Isso era uma ironia, pois do que adianta ser um ótimo genro e não ser tudo como namorado? O namorado diferente fez uns comentários muito nada haver com nada sobre o Guilherme Arantes. Minha amiga conseguia me considerar sua “consultora para assuntos religiosos”, além de outros adjetivos que recebi, e perguntou o que as tais profecias de Nostradamus estavam relacionadas com a Bíblia e o que o cantor em questão tinha com isso (?).

Boa e excelente pergunta! Fé e religião! Tínhamos ótimas conversas sobre isso e nos respeitávamos nesse ponto, também. Eu que não estava nem um pouco interessada nas tais profecias e que não pensava em explicar que a fé do cantor era diferente da minha, além de ter que entrar em detalhes da fé dele, que nem conhecia tão bem, me limitei a dizer que estava entendendo o que o moço dizia, mas que as músicas não estavam afetando minha fé e minhas convicções religiosas.

Conclusão melhor ainda: resolvemos dar risadas do moço. Querer nos evangelizar quando já tínhamos nossas escolhas religiosas (convictas ou não! Eu estava e sei que minha amiga não)?
Com certeza, este namorado estava meio fora de contexto. Não lembro o desfecho dessa relação, mas sei que em outro momento expliquei um pouco de algumas coisas que envolviam as mensagens de cada fé... Guilherme Arantes... As músicas... A adolescência não tão distante... O tempo que nos distancia... As verdades que ficam e as lembranças que fazem parte da história de cada um junto com todos que passam por nossa vida...

quinta-feira, abril 15, 2010

Pensando...
Quem está pensando sou eu. O peludo lindinho aí é a ilustração de meus pensamentos que seguem...

Uma cena na semana passada em que chovia bastante chamou a atenção quando íamos de casa para a escola: havia uns cachorros parados na calçada mesmo com a chuva. Olhamos e comentamos no carro que a cena era interessante e que eles deveriam ter alguma razão para não buscarem abrigo.

No sábado quando fazíamos o mesmo percurso (não mais com o filho, pois estávamos indo buscá-lo) havia um cachorro parado do outro lado da rua. O local era o mesmo, mas a calçada era outra. Quando passamos bem vi que havia um cachorro pequeno deitado. Constatei o que não queria: o pequeno estava morto. Tive vontade de chorar. Expliquei ao Filho da Sogra com a voz embargada a cena da chuva e concluímos que aquela era a mãe que "velava" por seu filho.

Não consigo desviar os olhos quando acaba a curva, pois fico na expectativa do que aguarda naquela calçada... Faço o percurso umas duas vezes por dia e em uma destas, pelo menos, a cena é a mesma: há um pequeno cachorro deitado quase impossível de ver com a velocidade do carro, mas é possível ver que há um cachorro marrom sentado naquele local.

Ainda não comentei com o Filho, mas hoje o coração ficou muito apertado quando eu sabia que não teria muito tempo e que precisaria voltar logo para trabalhar - pensava no meu Filho que estava esperando para voltar para casa e que teria que dormir antes que eu chegasse - e queria acelerar o carro. Acabando a curva vi um cachorro diferente. Parecia que ele chamava o outro que estava sentado e que começava a andar sem direção para o asfalto. 

Chorei!

Chorei porque já estava incomodada com a cena e com meus pensamentos que concluíam ser aquela uma mãe que sofria por seu filhote. Chorei porque sabia que teria que apenas pegar o meu filhote e deixá-lo em casa para voltar ao trabalho. Chorei porque não tinha tempo para olhar aquelas criaturas que estavam precisando de alguma ajuda. Chorei porque a vida passa e nem apenas olhamos pela janela como uma cena que contemplamos cada dia e esquecemos que somos seus protagonistas. Chorei!

Enquanto as lágrimas caiam lembrei do verso bíblico: "Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre?" (Isaías 49:15). Pensei nos infelizes que acreditam que o verso afirma que ela pode esquecer. Não consigo imaginar este tipo de mãe. Acredito no tipo de mãe como aquela que estava ali, há quase uma semana, indo e vindo ao mesmo lugar onde deixara seu filhote.

Acredito que a mãe ama a cada filho, não de maneira igual, mas com amor que não permite esquecer. O verso completa dizendo que: "Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti." 

Continuo triste pelo sofrimento dos animais indefesos, mas estou confortada pelo amor que o Pai do Céu tem por mim e pela feliz comparação: o amor de mãe é muito grande, mas mesmo que ela tenha que se afastar ou que pudesse esquecer deste filho... Ele não esquece! É impossível para este amor esquecer.

Resolvi ler o capítulo inteiro, mas destaco o verso seguinte que diz: "Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei." (Isaías 49:16)



sábado, abril 10, 2010

Vivendo e aniversariando


O que dizer numa data especial? Ou o que escrever sobre a data de nascimento da pessoa mais querida que temos na vida? 

Hoje é o dia de aniversário do Filho da Sogra que (claro!) já ganhou parabéns da mãe dele e da mãe do filho dele (eu!).

Penso que é melhor não escrever muito (hoje falta inspiração) e continuar as comemorações e pequenas homenagens, principalmente porque é complicado dar presente para quem quer ganhar um bicicleta especial...

Mas, que pode ser um notebook novo...

Ou ainda está decidindo o que é mais interessante...

Sempre respeito as grandes manias preferências que ele tem na vida, pois sempre considerou que é saudável ser mais autêntico e original, mesmo que na última semana esteja considerando que "não há nada de interessante" a fazer. Sei que isso faz parte das comemorações que antecedem a data.

Pensando de maneira objetiva houve a busca por algo que agradasse, mesmo não sendo o presente preferido e ideal. Andando e fuçando tudo constatei que é melhor que ele continue com as manias preferências de sempre. Considerava um absurdo de caro a marca de relógio que ele prefere até que olhamos outras marcas que estão com valor mínimo estimado em R$ 2.500,00 (valor da viagem que faria a Portugal) mas que pode chegar ao valor de um carro popular no pulso! Já pensou? 

Foi isso que o filho disse: "É melhor dar um carro para o pai!"

Como não podemos ainda fazer esse mimo... É melhor manter o almoço como ele mais gosta e continuar cantando o conhecido "parabéns pra você..."

Tenho certeza que gosto dos textos e das letras, mas sei que uma pequena ilustração junto completa a mensagem.  Percebi esta preferência quando descobri, na sala de aula, que havia algo mais para fazer do que ficar entediada mesmo que não soubesse o que é isso, começava a folhear os livros. Vi  que os livros didáticos de Língua Portuguesa traziam textos interessantes e que todos eles faziam parte de algum outro texto maior ou de um livro (por que será que os professores não falavam isso?Talvez começasse a gostar de livros mais cedo).

domingo, abril 04, 2010

Pragas

Carrapatos
Já ensaiei diversas vezes escrever sobre isto, digo isso porque não suporto estas criaturas pequenas e grudentas que insistem em perturbar meu pequeno ser peludo.

O probrezito é limpinho; mora dentro do apartamento; toma banho a cada 8 ou 10 dias; vai ao pet cortar as unhas e fazer a tosa higiênica a cada 45 dias; passeia de carro; está com as vacinas atualíssimas e dá sorrisos agradecendo todos estes cuidados. Então, como é que estes seres nojentos estão procriando pela 3ª geração nos pelos lindos e cheirosos do Fred?

Tudo começou no carnaval quando fomos encontrar nossos amigos num sítio (é que eles moram distantes e estavam na casa dos pais de minha amiga) e aproveitamos para levar o peludo para apresentar a todos, afinal, foram eles que nos ajudaram muito com o peludo anterior – tínhamos uma guarda compartilhada, mas isso é outra história.

Fomos perto do curral para que o Filho pudesse apreciar os animais à luz do dia, já que sempre chegamos lá perto do anoitecer. O passeio foi curto, pois os donos da casa têm um par de novos cachorros: pitbul e labrador. Fortes emoções! Conseguimos colocar o Fred no chão enquanto os grandões do curral ficavam extasiados diante do novo “bicho”.

Agora sei que estavam extasiados era diante de nossa ignorância e burrice.

Quando voltávamos, mesmo escuro, alisei o pelo e: UM CARRAPATO! Paramos o carro e retirei o ser que estava grudado na orelha do coitadinho...

Isso virou um pesadelo! Descobrimos que aquele ser não foi o único e que a procriação foi rápida. Procuramos o veterinário de sempre; apressamos a tosa higiênica (que foi bem uma tosa); aumentamos os banhos... Seguimos as recomendações do veterinário e acontece (mesmo!) como diz na embalagem do produto indicado: os bichos morrem. Mas, se morrem, como é que tem outra vez?

Sinusite



Durante a semana estive com uns sintomas muito estranhos, além de todas as características de quem está estressado além da conta. Em geral, encaro minhas crises de enxaqueca com o remédio de sempre (nada de fazer propaganda para laboratórios) e vou à luta. Trabalho e toco a vida sempre - até quando a dor tira o humor. Mas, desta vez fiquei preocupada.

Não fiquei viajando na maionese e imaginando doenças incuráveis e a necessidade de fazer o testamento das dívidas e dos meus sapatos. Nada disso! Nem sou do tipo que fica se enquadrando em todos os diagnósticos que vai ouvindo, mas impossível não aceitar um início de estresse. Aceitei! Mas, não fiquei "boa".

Passando os dias... Eliminando sintomas em casa com o Filho da Sogra (que acredita ser melhor ir ao Pronto Socorro encaminhado para não ficar pior) conseguimos constatar que: se o remédio de sempre não fazia passar a dor de cabeça; se a dor de cabeça não era a de sempre, diga-se enxaqueca; se a febre passava, mas a garganta não estava inflamada; se os calafrios voltavam; se a disposição para um chocolate era zero... Doença! Com certeza, uma doença!

Sem as piadas e chegando ao ponto sério: a dor e incomodo no rosto não podia ser da enxaqueca mesmo, pois isso é uma Sinusite!

Continuo atormentada pelo rosto ligeiramente inchado, tipo "cara de quem dormiu um pouco mais" e nem consigo dormir direito; há sensibilidade aflorada ao barulho, ao vento e ao ar condicionado; o remédio segura a dor apenas por uma ou duas horas...

Dá um tempo! 

Volto logo! 

Vou ali organizar logo a viagem para a casa de mamãe! Não preciso de colo, não! Preciso é de banho de sal grosso, digo, banho de mar!





sexta-feira, abril 02, 2010

O que te faz feliz?

A lua, a praia, o mar, a rua, a saia, amar...
Um doce, uma dança, um beijo...
Ou é a goiabada com queijo?

Afinal, o que te faz feliz?

Chocolate, paixão, acordar cedo, dormir tarde.
Arroz com feijão, matar a saudade!
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis...
Ou são os sonhos que te fazem feliz?

Um filme, um dia, uma semana.
Um bem, um biquíni, a grama!
Dormir na rede, matar a sede, ler...
Ou viver um romance?

O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa.
Um cafuné, café com leite, rir à toa...
Um pássaro, ser dono do seu próprio nariz!
Ou será um choro que te faz feliz?

A causa, a pausa, o sorvete.
Sentir o vento, esquecer o tempo!
O sal, o sol, um som, o ar...
A pessoa ou o lugar?

Agora me diz,
O que te faz feliz?

(Arnaldo Antunes)

Enquando isso...

A vida de pé frio está a todo vapor! É incrível como nem sempre conseguimos nos livrar de algumas coisinhas... Relembrando que contei aqui  diversas vezes sobre minhas aventuras e agora deseventuras com a máquina. Parece aqueles filmes (infelizes) de episódios ou que viram trilogiaNunca tem fim.

A novidade agora é que estou aproveitando e fazendo mil e uma tentativas de ver se esta coisinha vai travar. Preciso conferir, pois já perdi a conta de quantas vezes a coisinha teve que ir parar lá no pronto socorro (de máquinas, é claro!) e do quanto estou perdendo os trabalhos pelo meio do caminho (buá!).
É que ontem (estava muito mauhumorada) conseguiu travar umas quatro vezes em menos de dez minutos!
Isso não é ser pé frio! Isso é precisar mesmo de um monte de amuletos (se acreditasse neles) do tipo pé de coelho, ferradura, trevo de quatro folhas (sempre achei que bastava ter três folhas), figa, fitinhas, banho de sal grosso...
Isso! Este aí é o que está fazendo falta! Faz mais de um ano que dei uns mergulhos lá na Lagoa de Araruama de onde sai o Sal Cisne (propaganda gratuita) que no original é grosso mesmo e nunca fininho daquele jeito.
Enquanto vou testando e não querendo correr o risco de perder a monografia, vou aliviando tudo nos dois blogues (este e o outro) e constatando que não consigo resolver este calendário que está um mês atrasado. Aproveito para atualizar umas narrações e desabafos necessários que podem correr o risco de ir para às cuias nestes momentos em que a máquina trava.
Já deveria ter aprendido que pé frio é isso mesmo! Agora mesmo está tão gelado que preciso tomar um banho quente, colocar meias e encostar no Filho da Sogra - que não está de plantão. Tudo para aquecer os pés que não tem número definido (33 aperta e 34 é grande), mas que sofrem quando tem que andar lá para aquelas bandas da Sta Ifigênia.

 ou 


quinta-feira, abril 01, 2010

Após a escuridão...

Quando eu e meus irmãos éramos crianças tínhamos uns vizinhos com quem brincávamos muito, mas havia uma família com cinco filhos com quem nos divertíamos diferente. A casa deles era a mais simples do quarteirão (eu não sabia o que era quarteirão), mas não sabíamos que a casa era a mais simples. Crianças são crianças!

Quando o dia ia findando e os pais chegando do trabalho nós brincávamos de roda; rouba bandeira; pobre-pobre-pobre-de-marré-de-si; esconde-esconde... Brincadeiras de união, pois não despertavam rivalidade, apenas diversão e aproveitavam a dúvida da luz de final de dia com a luz da noite.

Outras lembranças ficam por conta das noites do mês de junho quando contavam histórias diante da fogueira no quintal ou quando muito frio lá dentro da casa. Aí a casa preferida era aquela mais simples, pois não possuía luz elétrica; tinha um ferro com brasa e luz de lamparina! Fico pensando na alegria de ser criança no finalzinho dos anos de 1970, pois não percebíamos que o possível sofrimento daqueles pais (nem imaginávamos que sofriam) era transformado em alegria contagiante quando começavam a contar histórias... Histórias de lobisomem!

A magia e o encanto das histórias estavam em olhar as sombras da labareda da lamparina na parede de madeira ou no susto com um vulto na fresta da porta... Se tirássemos os olhos da pouca luz proporcionada pela lamparina encontrávamos apenas a escuridão. Era melhor olhar para a luz!

Hoje, penso, com muita nostalgia, naqueles tempos... Penso no significado daqueles momentos para a vida de hoje; não apenas a construção de quem somos graças às experiências de nossa infância, mas no contraste entre a luz e a escuridão.

Todas as lembranças estão envolvidas pelo escurecer do dia; momento em que quase não é possível enxergar e distinguir o que está a nossa frente; certeza que há uma luz! Outras lembranças estão envolvidas pela escuridão da noite, mas com a convicção de uma luz diante dos olhos, mesmo sendo a luz de uma lamparina a querosene ou de uma brasa do ferro de passar.

Sempre que olhávamos para o lado escuro daquela simples sala-cozinha ou para a escuridão da noite ficávamos assustados. Não revelávamos a ninguém os sentimentos, mas voltávamos os olhos para a luz proporcionada pela pequena chama da lamparina e sentíamos segurança outra vez.

Tanto tempo depois... Preciso lembrar as experiências da infância e ter a certeza que há uma Luz quando enxergo apenas o escuro diante das dúvidas, incertezas e inseguranças da vida.

João 8:12 (NVI) ..."Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida".


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