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sábado, fevereiro 27, 2010

Internação

E o tal "netzinho" novo e azul (que seria para alegrar a vida e tranquilizar as necessidades) está outra vez internado!
Voltou para casa 4ª feira, mas já está lá outra vez aos cuidados de D. Alessandra uma criatura que passou a ser simpática quando deixamos de ser uma voz ao telefone. Foi preciso nos conhecer pessoalmente para que as coisas começassem a ser encaminhadas de outra forma ( bem que saí de casa disposta a brigar, se necessário fosse), mas quando olhamos no outro do outro começamos a compreender um pouco mais o outro ser... Isso não é vã filosofia. É a realidade da vida.
Precisei, mesmo, deixar lá a pobre máquina que já estava causando arrependimento por sua aquisição, pois não posso aceitar que se foi feita para facilitar a vida fique lenta e atrasando a fila que tem que andar. Neste caso, ao contar à D. Alessandra que o "netzinho" ficava, além de muito lento (lento é pouco e tartaruga é veloz perto!), travava quando desejava e voltava quando acabava toda a bateria... Aí nos entendemos de vez com sua resposta:
- O que? Travando, lento e atrasando a vida? Jogava na parede! Arremessava longe!
- Não poderia, respondi, queria usar a garantia e mandar de volta para um conserto de verdade ou uma máquina nova!

Tudo entendido! Sempre fazemos bons amigos quando deixamos de lado nossos preconceitos e somos nós mesmos!


Previsão de alta: 2ª feira!

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Coisas de TPM...
Histórias de quem tem muito o que fazer e nem quer virar o arquivo do computador...
Vontade de fazer retrospectiva... 
Mais ou menos em tópicos:
  • 27 de fevereiro (depois de amanhã) o blog faz um ano! Vivas mil ao blog (e vivas mesmo para a dona do blog, que não por acaso é a dona do Fred; esposa do Amorzão; mãe do Filho Lindo e filha da D. Luíza - que tem os outros 4 filhos que não conseguiam ajudar a montar o blog)!!!
  • Queria ficar com as unhas da cor do sabonete líquido, que retirei da embalagem original e coloquei em outra, até que depois de umas misturas consegui! Ainda bem porque já estava ficando impaciente com aqueles todos que a manicure mostrou, mas que ficava tudo sem cor.

  • Voltei à vida dupla! Consegui assistir aulas essa semana! Quando cheguei lá descobri que gosto disso e que é bom ser querida - meus colegas de uma das classes que freqüento expressaram que estavam felizes; em outra classe demoraram um pouco a manifestar, mas tem umas muito queridinhas que logo começaram a passar os bilhetinhos para montar grupo - Eita vida de estudante! 

  • Tudo bem que não assisti tantas aulas, assim. Mas, consegui um pouco. Conseqüências de vida acadêmica dupla - dia: aluna e noite: professora.
  • Andei na expectativa de ampliar essa vida, mas parece que não vai ser desta vez. Estava lá na minha vidinha sossegada de professora de pequenos quando virei professora dos grandões e agora para continuar nessa preciso de outro título (amo estudar, mas estou a vida toda como estudante porque sempre escolhi não por obrigação). Sei que não é só para continuar nessa, pois há mais planos envolvidos em ceder à pressão. É ceder a pressão, pois não suporto que fiquem no pé sem a explicitação de tudo e não gosto de processo seletivo (mas, ninguém gosta, mesmo!). Estava num mais uma vez e estava acreditando que não seria tão ruim. Mas, foi! Três na banca e um estava insistindo que o Pré Projeto não estava na Linha deles mas, então, porque não leram isso antes? Ou por que razão não reprovaram na 1ª fase?
  • O sogrinho já está totalmente dependente para tudo. Este último ano passou de maneira cruel, pois não vejo mais o sogrinho caminhando; pouco fala; não tem mais forças para levantar sozinho. Tudo que é velhice... Ganhou a bengala e usou. Recebeu o andador e usou. Ofereceram uma cadeira de rodas e ele sentou. Não se entregou, mas a vida dele está entregando-o... Meu coração fica muito apertado.

  • Tinha mais assuntos... 

  • Mas, o sono é real...


segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Orgulho de mãe

Mensagem que chegou ao celular:
- Mae, estou  na teen, hoje não tem banda.

Mensagem de e-mail de orquestra endereçada ao filhote:

"Gostaríamos muito que vc venha participar conosco em 2010, já conversamos com a sua professora e ela vai nos ajudar com as dicas de arranjos e e te ajudar para tocar conosco.
Nossos ensaios serão (...)
Pense com carinho em estar conosco este ano, ficaremos honrados com a sua participação! 
(...)
Ficamos aguardando ansiosamente pela sua resposta!"

Já havia explicado aqui a trajetória musical do Filhote que, estava tocando na Banda Baby - algo para simples inciantes nos instrumentos musicais - mas, que ansiava outras "paradas", como o nível seguinte: a Banda Teen. Depois desta vem a Banda Jovem e a seguir a Orquestra (no caso, a Orquestra que enviou o convite é de outro lugar). 
Um passo de cada vez e ele já estão tão realizado que compensa o vai e vem para levá-los às aulas de instrumento.
Há outro orgulho junto com tudo isso, mesmo com 13 anos e cursando o nono ano, ele foi matriculado no Curso Técnico de Música - habilitação em regência e composição - por opção dele em aceitar o convite do maestro.
Já estou "pocando" de contentamento.

Resposta do pai à pergunta da orquestra sobre o Filho ter orkut:
- Ele tem algo muito melhor que isso. Ele tem esse tal twitter!






 

domingo, fevereiro 21, 2010

Escolhas

A vida é cheia de escolhas ou de dúvidas, como no poema de Cecília Meirelles: Ou isto ou aquilo (que gosto muito desde criança). Quando a maternidade acontece nem sempre temos certeza de tudo ou nem sabemos tudo o que queremos. Uma certeza prevalece sempre: a felicidade do rebento.
O rebento cresceu e quando temos dúvida sobre o que é melhor para a felicidade e bem estar físico, emocional e moral só com os joelhos dobrados para esperar sabedoria do Céu. Mas, por enquanto vamos a algumas certezas:
- Posso ter um msn? 
(que mãe e pai são estes, em pleno século da globalização ainda não deu um comunicador para este filho?)
- Quando precisar pode usar o nosso. Esse aí que tem nostres!
- Mas, o pai nunca conversa com ninguém e você só usa para trabalhar...
- Então, fica livre para quando precisar!
- Mas...
- Ah! (antes que não tenha respostas) Pode escrever o seu nome quando é você que estiver usando para algo muito importante como fazer trabalho de escola ou conversar com seus tios.
- Entendi quando é que posso usar!
Eita rebento inteligente! Já traduziu nesta frase todos os discursos sobre os cuidados com a internet.
Mas, nada acaba tão simples... Os pedidos, que chamo de "puxar para ver até onde vai o elástico", acontecem quase todos os dias:
- Mãe, o coral (ele ama o coral e a banda que participa!) está com tudo no twitter. Você sabe como funciona o twitter?
Traduzindo:
- Mãe, quero ter uma conta no twitter!
Continuação da conversa:
- Você sabe como funciona? Sabe que é site de relacionamentos tipo orkut? (que pai e mãe são estes que em pleno mundo globalizado e interligado ainda não conectou o filho recem adolescente no mundo do orkut???)
- Mas, e se a gente é cuidadoso também há riscos, né mãe?
- É! Mas, se você vê que é necessário e que isso vai ser importante pode fazer um agora enquanto estamos todos na sala.
Minutos se passam...
- Mãe, é um pouco diferente...
- Vai filho, você consegue (morrendo de vontade de dizer: não cresce nunca e não tenha vontades de cair neste mundo globalizado sem volta!). Lembra que você tem um blog que nunca mexe nada nele. Não é difícil para quem domina tantas outras coisas nesta máquina!
Os pais aqui cuidam de tudo e um pouco mais. Muitos nos chamam de controladores, mas a geração do rebento já nasceu sabendo o que é a tecnologia (e só aprendi o "java" antes dele porque precisei); todos tem um aparelho de celular, que nem custa tanto (nem? tanto?) e que faz mil coisas; vivem interligados mesmo sem o orkut, msn ou qualquer coisa parecida.
A orquestra em que o filho vai participar este ano quer saber se ele tem orkut (?) e a mãe está pensando em adocicar o pai que vai dizer:
- Email particular?! Conta no panoramio?! (isso mesmo, lá no google earth tem fotos nossas!) Msn com o próprio nome?! Twitter?! Isso que você está contando só agora e quem nem sei o que é e como funciona... Lembra da última vez em que os colegas dele pegaram uma foto dele no seu orkut e "zuaram" com ele e outro na sala de aula? 
Sempre pensamos e decidimos juntos. Nos preocupamos, como no trânsito, em cuidar bem com que os outros podem nos fazer, também; é aquela coisa de dirigir cuidando com que o outro pode fazer.






Domingo no Parque

Vou falar de programas de domingo, mas é preciso situar o tempo e o espaço...
Quando criança fazíamos programas maravilhosos sábado à tarde. Coisas bem família, como ir aos parques ou lugares mais ou menos interessantes, aos olhos de meus pais, mas que trazia muita diversão!  
Lembro de aglomerados (que detesto até hoje) como a chegada do Papai Noel, que minha mãe nos levava (será que meu pai não gostava?); o desfile de 7 de Setembro em que os dois faziam revezamento para cuidar dos três que saltitavam para todos os lados e dos gêmeos que ficavam no carrinho; eventos tipo "portas abertas" na FAB; chegada de celebridades no aeroporto de Brasília... e por aí vai. Mas, havia um passeio que acalmava a tropa: zoológico (voltei lá no ano passado depois de duas décadas e entendi, com outros olhos, o motivo de ser tão bom)! 
Eu e meus irmãos nos divertíamos juntos e, às vezes, como todas as crianças nos estranhávamos. Meu pai nunca permitiu tapas, socos ou qualquer movimento similar, então, quando olhávamos os bichos enjaulados (coitados!) ele nos dizia:
- Vivem todos juntos no mesmo espaço e não brigam! 
Isso deixou marcas, pois lembro sempre e não tenho coragem de brigar com meus (quatro!) irmãos - mesmo sabendo que merecem!

O tempo passou e os programas de domingo não mudaram muito, mas o Filhote tem preferências bem diferentes, às vezes.
Não cultivamos o hábito de ver os programas de domingo na televisão aberta e pouco incentivamos ligar a tv sem fim (isso significa: não saber o que quer ver e fica assistindo de tudo). Sem medo algum de ir contra a maré e contra a maioria, pois consideramos perder tempo ver o que passa na tv. Assim, o Filho precisa ter opções.
Opções? Sabem o que é a adolescência chegando com toda a força? Pois é! Estou experimentando o que é isso quando a resposta para quase todas as propostas de saída é:
- Podemos ficar em casa?
- Fazendo o que? - pergunta a mãe.
- Qualquer coisa!
A casa vira um parque de diversões, pois qualquer coisa que fazemos em casa está muito bom para quem fica a semana no vai e vem de trabalho, escola, mil aulas e mil compromissos.


sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Pé frio? De novo não!

Já contei aqui  e primeiro aqui o quanto detesto ser chamada de pé frio, mas que estava aceitando "esta sina". Claro que não acredito em coisas desse tipo, mas parece que tenho que aceitar...
Meu "brinquedo" novo (antigamente chamado de máquina) chegou no final do ano passado para resolver um drama que não estava preparada para continuar vivendo. Mas, as férias chegaram, também, e fiquei acomodada com a "máquina" antiga (que parou de encrencar) até que o Filho da Sogra alertou que precisaria que eu decidisse a vida: ou um ou outro. Decidi pelo mais novo por ser menor e mais leve (os aficcionados pelas tecnologias modernas consideram essa uma blasfêmia) e esse era o objetivo da aquisição. Isso mesmo! A razão principal para a mudança estava nos meus ombros, pois não vejo graça em carregar peso, pois a máquina está funcionando outra vez, desde que ligada à tomada.
Beleza!
Beleza nada!
A máquina nova estava muito lenta; devagar; tartaruga mesmo!
O Filho da Sogra alegou antivírus. Trocou. Nada!
Novos argumentos: Vista Basic...
Nova alegação: processador mais lento.
Não parou aí. As férias acabaram e a vida atormentada foi ficando pior com a maquininha parando! É isso aí: parando! Parando sempre que estava no auge de qualquer trabalho.
Resumo da ópera: a maquininha nova está lá internada para que os "entendidos" nisso resolvam, pois até eles concordaram que a coisinha está lenta demais...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Frustração

Para bom leitor
um ponto 
basta!

Alguns leitores
carecem de imagens...


(imagens da internet)

"É tão bom encontrar amigos do coração"

Esse título é uma frase de uma antiga canção de jovens. 
Já manifestei meu desencanto pelo orkut depois de uma longa fase de encantos. Cheguei à conclusão de que tudo que é demais enjoa, como diziam nossas avós. Nada contra, mas um desencanto.
Desencanto até que abro a página inicial e vejo um convite de uma pessoa querida que não vejo já tanto tempo... Muda tudo! 
Como é bom encontrar pessoas queridas! Como é bom e maravilhoso reencontrar amigos do coração! Reafirmar que tenho amigos, mesmo que seja através da internet, devolve a sensação de pertencimento que todos os seres precisam.
Até que é bom usar o tal orkut (desculpas mil aos recados não respondidos).
Melhor ainda é encontrar os amigos do coração e abraçar apertado, sentir a pulsação da alegria e ter a certeza no olhar e em todos os gestos que há pertencimento: sou amiga de alguém!
"Há amigos mais chegados que um irmão" e este feriado serviu para encontrar com a família escolhida: os amigos mais chegados.

domingo, fevereiro 14, 2010

Primeira Paixão ou prenúncios de Ser Sogra


O Filho é um adolescente (credo! meu filho já é adolescente, mesmo!) que traz sempre muito orgulho com suas realizações, conquistas, pensamentos e ser criança. Isso mesmo! Ele ainda está se iniciando na fase mais inesquecível da vida! Como bom garoto, está sempre colado no pai e na mãe, mas já com os olhos ao redor e esperando o momento certo de sair. É ousado, mas com bons modos.
Gostos...? Incrível como uma criatura pode ser tão parecida com os pais, mas com gostos, manias e preferências tão únicas e autenticas. O ser - protótipo de gente grande - gosta de ser pontual; é religioso com a igreja (tem diferença em ir à igreja e ser religioso) e prefere ir lá vestido com trajes sociais. Isso mesmo! É um adolescente que (AINDA!) acha o máximo a gravata e o terno (coitados dos meus bolsos) e diz que fica bonito mesmo com todos os penteados que a idade sugere!
Ontem, dia de igreja, depois de ficar bravo com a falta de pontualidade dos pais e de não encontrar mais nenhum dos colegas preferidos por lá, sentou contente ao nosso lado e ficou atento a tudo que acontecia (isso não é inacreditável também, pois ele gosta, sim, de prestar atenção) lá na frente. Aí é que acontece a relação com o título do post: havia lugares vazios após uma senhora ao nosso lado. Entra um casal com uma menina muito lindinha, de vestido roxo, presilha rosa e roxo e sandálias lilás - impossível não perceber*, pois estava "uma princesa" (frase do sobrinho rapaz ao passar duas moças lindas e sentar no banco à frente, dois sábados atrás)! A menina estava nos braços do pai*.
Mal sentaram e a menina estava ao chão entretida com seus brinquedinhos. Muito reservada até que percebeu que havia mais pessoas ao lado. Ignorou a mulher que estava ao lado, entre ela e meu filho, e pediu com olhos que falam para passar. Fiz sinal que não deixaria ir longe* e a mãe liberou.
Neste momento, a menina percebeu o Filho! Olhou, voltou aos brinquedos e sorriu. Começou uma cena linda:
Buscava os brinquedos para que o Filho brincasse com ela. Não falava nada (nem tinha como com aquela chupeta na boca e com a pouca idade que aparentava, mas ignorava tudo e todos ao redor.
Sugeri ao filho que virasse a chupeta dela, pois sei que os "bebês" se irritam com a brincadeira. Ele fez. Ela sorriu! Ele fez outra vez e ela arrumou a chupeta e sorriu, outra vez! 
Amou!
Os olhos brilharam!
Nunca um culto longo foi tão curto, pois a diversão da pequena era um encanto! Ela até passou uns brinquedos para um casal do banco atrás. Mas, percebi que era uma alternativa para manter-se exclusiva aos olhos do Filho. Sorria e, às vezes, tentava falar algo e aumentava o tom de voz de bebê. Andava até a mãe que estava um pouco constrangida - coisas de mãe que nunca quer ver seu rebento dar trabalho - e quando a mãe fez gesto de segurá-la arrumou a solução: estendeu os braços para que o Filho a pegasse no colo.
Todo sem jeito ele tentou e tentei ajudar, mas ela olhou como se eu estivesse atrapalhando*. 
Um ser minúsculo estava demonstrando todo o encantamento com o Filho que nem sabia bem o que fazer. A mãe dela arrumou a solução: entregou ao colo do pai e de lá olhava sorrindo apenas (exclusivamente) para o filho. Mexeu-se e conseguiu ganhar o bando da frente, mas voltou ao Filho.
Que cena!
A princesinha estava apaixonada pelo Filho!
Houve um momento em que voltou aos pais, por alguma razão, e acabou o culto. Perguntei o nome dela* e o Filho olhou a mãe e perguntou a idade dela (óóóóóó´!) - 1 ano e 4 meses da mais pura lindeza! Agradeceu e acenou despedindo-se de todos que estavam no banco atrás (eita Filho cheio de charme!) e à família da pequena.
Quando ela percebeu o significado do gesto dele fez um lindo beicinho. Ficou lá chorando no colo do pai enquanto o Filho acenava (e a mãe aqui e o pai presenciando o primeiro amor declarado e explícito ao Filho)

(Aviso às mães de meninas: é o genro de seus sonhos!)

*Prenúncios de ser sogra



sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Titulação

Cá estou vivendo outra vez "na pressão"




E agora, é só aguardar o resultado de uma fase da pressão...

Dizem que é o mundo que pede tudo isso, mas não sei bem como vai ser depois...
Mas, meio mundo está agora (no exato momento) pensando em outras coisas...


quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Eita!!

Eita, que ninguém merece uma situação dessas:

Mas, dor de barriga (piriricarreira, trololó) não avisa...


quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Crise Existencial


Crise existencial? Crise de identidade? Problemas ou dúvidas com a escolha profissional?
O que é isso depois de reencontrar uma turma de formandos; outra turma de iniciantes; as turmas do meio do caminho; os queridos dos estágios remunerados ou só obrigatórios; turma que é emprestada...?
Tudo com a certeza de que a vida de trabalho é isso mesmo: muito trabalho e mais trabalho!


Mas, prefiro nem pensar muito... Mal começou e estou assim:
(imagens da internet)


segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Viver


Já disse Gonzaguinha: ..."eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
mas, isso não impede que eu repita: é bonita"... Mesmo quando a casa continua bagunçada e precisando de
mais que uma arrumação. A casa precisa das mãos e habilidades de uma ótima faxineira (que não tenho mais desde isso).
Estou exausta! E ainda nem começou a vida louca e corrida de sempre. Estamos apenas nas preliminares.
Mas, isso é vida! Isso é viver!

(imagem da internet) 

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Coisas da vida (canina)

O Fred (ou Freddy, pois não houve acordo de grafia) é o cãozinho mais lindo, fofo e charmoso que conhecemos. Pudera, é o nosso cachorro (raça yorkshire) que já foi apresentado aqui. O tempo passou e o danadinho ficou bem maior do que meu desejo inicial (quando ele andava pulando dentro de minhas bolsas, mas era mais fácil para entrar naqueles lugares onde os desagradáveis não permitem entrada de peludos de quatro patas).
As aventuras e artes do mascote são muitas! Mas, ontem todas foram superadas. "Senta que lá vem a história"...
Não tive forças para levantar e levar o filho à escola. Estava apagada de sono que nem vi quando o Filho da Sogra voltou e deitou de volta na cama com a tarefa executada. Eu teria uma reunião e não poderia dormir muito mais tempo, além de que precisava levar material, agendas, papéis, computador de "braço" e tudo mais. O peludo já estava de plantão na porta do meu quarto quando levantei - ele tem o hábito de esperar para ganhar abraços, pois é uma carência em forma de pêlos! Dei uns carinhos no danadinho e descobri que havia alguns territórios demarcados dentro do apê. Ralhei com aquele que havia ganho afagos e fui tomar banho. 
Ao desligar o chuveiro ouvi um chorinho - somos abençoados, pois nosso cachorro não late; não gosta do hábito e só faz isso quando está se divertindo muito, mesmo, com meu filho - fui procurar de onde vinha o som e lá estava o pobrezinho encolhido, amuado, com as orelhas abaixadas e uma pata escondida. Expliquei que não havia brigado, mas continuava. Fui verificar se não havia nada tombado ou que pudesse ter caído no espuleta. Nada!
Quando peguei o Fred para levantá-lo do chão... descobri um enorme marimbondo (vespa em SP) no chão. Amassei o "ser", sem esmagar. Pronto! Meu cachorrinho (bebê lindo de casa!) estava com a pata intocável.
Adeus reunião importante (onde deveria explicar os estágios e horas complementares do Curso)!
Rumei à clínica veterinária esperar abrir para que alguém (Dr. Antônio) ajudasse a salvar o bicho de estimação da família. Enquanto aguardávamos o pequeno ser cheio de pelos começou a "suar". O nariz dele pingava, e não era choro; molhava todo o pelo com muita saliva, mas não estava babando como se estivesse louco. Nada disso! Suava mesmo! Estava com dor e a pata dele começou a ter o dobro do tamanho.
Ao nos chamar, o veterinário logo aplicou duas injeções - analgésico e antiinflamatório - conferindo a temperatura e tudo o mais. 
Meu coração ficou apertado, pois o veterinário percebendo que eu estava "pronta" para algum compromisso sugeriu que o deixasse lá em observação. Fiquei mais apreensiva! Ele explicou que seria melhor, pois em casa e sozinho poderia ter alguma complicação (blá, blá...).
Deixei meu cachorrinho lá... Nós os conhecemos desde outros tempos quando tivemos outro cãozinho. Tenho confiança no trabalho, mas saí com muitas lágrimas.
Reunião... Manhã arrastada...
Após o Filho sair da escola fomos lá... Demoraram um pouco para permitir que entrássemos e meu coração estava em dúvida se ficava mais acelerado ou se parava um pouco. Quando o veterinário avisou ao assistente que buscasse o Fred fiquei aliviada! Alívio maior foi pegar no colo e ele começar a sorrir.
Isso mesmo! O cachorro late! 
O veterinário pediu que o assistente olhasse bem para ter certeza. Eu e meu filho falamos: dê um sorriso de obrigado ao moço que cuidou de você.
Ele não acreditavam na cena que contemplamos a cada vez que saímos e voltamos para casa - mesmo que a saída seja apenas para ir à garagem do condomínio sem o peludo (imagine quando volto depois de passar horas fora de casa... Ele dá risada! Faz até som!). O veterinário disse que já tinha visto apenas dois cachorros, em toda a sua vida, sorrindo. A raça de ambos era dálmata. Disse que nunca tinha visto em seu consultório e que a cena só havia se repetido com aquela raça na casa de um irmão dele.
Expliquei que eu também achava que era "piração" minha quando via que ele sorria quando eu entrava em casa. Mas, não dava para não concluir que era miragem, pois o Filho e o Filho da Sogra conseguiram perceber isso, também.
Pois, então, depois de um aperto enorme no meu coração e de muita dor que o peludo sofreu... Tudo acabou bem.

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