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quinta-feira, junho 25, 2009

Inveja mata (inveja é uma merda!)

A inveja pode matar! Hoje tenho certeza que esta é uma arma perigosa em mãos erradas, pois funciona como uma espingarda onde o tiro pode ou não sair pela culatra.

É incrível como algumas pessoas não conseguem ser felizes nunca! São tão miseráveis em sua condição mesquinha e ridícula que não conseguem ver o outro bem, muito menos feliz.

A inveja começou lá no céu, nos princípios da história da criação do mundo quando os seres viventes incluíam os anjos como “Ministros de Deus, radiantes pela luz que sempre flui de Sua presença, e rápidos no vôo para executarem Sua vontade” (ver Patriarcas e Profetas, p. 34).

Quando Lúcifer, o anjo de luz, que recebeu a definição de que “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (ver Ezequiel 28: 12-15) observou Cristo, o Filho, Deus, o Pai e o Espírito Santo, complemento da Trindade, organizando os planos para a criação deste mundo e desejou estar entre Eles. Não há mal algum em desejam estar com os bons, pelo contrário é o objetivo de vida estar entre os melhores, sempre. Lúcifer “estava no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura... era querubim ungido para proteger” (ver indicação anterior). Mas, Lúcifer não desejou apenas estar entre Eles, pois desejou o lugar de Cristo.

Todos os mesquinhos sentimentos começaram com o excesso de sua vaidade. Sim, Lúcifer era bonito e muito bom no que fazia, mas isso não justifica a atitude de quanto mais tem, mais quer. A Bíblia confirma que "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor." Ezeq. 28:17.

Sendo a inveja algo imprestável, não permitiu que ele, Lúcifer, expressasse seu descontentamento, fez com que ele remoesse seus sentimentos interiormente e depois usando de sua grande influência junto aos demais anjos (citar quais e os textos bíblicos) começou uma grande difamação no céu. Pior! Uma difamação contra um dos membros da Trindade. Sendo a Trindade Uno, estava atacando o Deus Pai e o Deus Espírito enquanto atacava o nome de Cristo, Deus Filho. "Tu dizias no teu coração: ... acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono. ... Serei semelhante ao Altíssimo." Isa. 14:13 e 14.

Algumas vezes na vida, com certeza, muitos já foram vítimas de difamação alheia. A difamação é a calúnia e o descrédito, ou seja, uma acusação falsa. Lúcifer se tornou aí o Pai da Mentira (S. João 8:44) e todos que aderem ao mesmo argumento: mentira, são seus filhos.

Lúcifer não conseguia, cego por sua inveja, ver que ele também fazia parte de todo o plano da criação e sua atitude é que deu origem ao plano da redenção. Ele vivia no céu ocupando um cargo destacável entre todos os demais anjos. Algumas vezes as pessoas que são tomadas pela inveja já estão fazendo parte do grupo; desempenham uma função de relevância; participam das grandes decisões; são membros do poder (que eles imaginam existir onde querem estar), mas não são donas do poder (se alcançam o objetivo que estão mirando, nem sabem o que fazer) e por esta razão começam a deixar que seus sentimentos sejam corroídos pela inveja.

Lúcifer, de igual forma não estava “ciente da natureza verdadeira de seus sentimentos” (EGW). Sentia algo que não afugentou de seus sentimentos e pensamentos mesmo vendo que “justo é o Senhor em todos os Seus caminhos, e santo em todas as Suas obras” (Salmo 145:17).

A inveja nada mais é do que “desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. Desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possui ou desfruta.”

Pensando bem, o invejoso não consegue viver nunca o que tem, pois se deseja o que os demais possuem, quando possuir o do outro vai se frustrar e continuar com sua doença. Aqui seria o tiro saindo pela culatra, mesmo após ter dado o tiro em outro; mesmo após ter ferido o outro.

12h33 – 30.5.9

Quer saber mais, de forma simples? Vá em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Inveja

http://www.pensador.info/p/frases_curta_sobre_a_inveja/1/

Paladar nostálgico

Uma querida professora (Lacaniana) explicou que o primeiro sentimento/sensação nunca mais volta e que tudo na vida é a busca deste primeiro sentimento... Até acredito nisso, mas algumas mudanças de sensações não são conseqüências/explicadas apenas pela psicanálise. Por exemplo? Alguns sabores maravilhosos que não são mais os mesmos.

Assim: aquelas bolachas Piraquê! Amava a sanduíche de chocolate! Comia até a de limão e achava deliciosa. Sei que há todo o “quê” das histórias e emoções que envolviam as bolachas, que eu ainda chamava de biscoito recheado (só depois de muitos anos em SP é que aprendi a falar bolacha). Quando ficava na escola até quase uma hora da tarde, dávamos um jeito de andar uns três quarteirões para comprar o pacote de bolacha e a outra situação era quando resolvíamos assistir televisão à noite e precisávamos comer. Perto de casa havia um bar que vendia as gostosuras. Tenho certeza que as bolachas eram mais gorduchas ou mais largas e até o recheio tinha outro sabor. Sei que a cor das bolachas de chocolate não eram tão escuras, como eu imaginava.

Troquei este sabor da Piraquê pela quadradinha da Tostines. Impressionante! Aquela bolachinha menor e bem quadradinha parecia que tinha um chocolate mais escuro. O delicioso era saborear o recheio e depois curtir os pedaços das duas bolachas que ficavam.

As emoções registravam a busca por outros Piraquê e encontrei “o biscoito amarelo da vaquinha”. Na verdade, é o biscoito de leite maltado que parece que levou quase 20 anos para chegar em SP.

Muitos e muitos anos depois, quase 10 anos, descobri a delícia das bolachas Nescau! Mas, o ritual era o mesmo da Tostines. Nunca comia um pacote de uma vez. Para quê? Isso tira o sabor das bolachas.

Houve neste intervalo de tempo o período do chocolate Suflair. Tenho certeza que o sabor era outro! Certeza absoluta!

Nos últimos 8 anos fiz um revezamento entre o chocolate Crunch, que nem sei porque comecei a gostar até acreditar que era vício. Revezei com o Alpino até desistir dos dois. Tentei apreciar o Talento vermelho, mas enjoei mais rápido que os demais.

Hoje alimento os prazeres do Ferrero Roche!

Mas, voltando ao primeiro sabor: tenho a mais plena convicção que todos tiveram suas fórmulas alteradas! A bolacha da vaquinha: o que é que aconteceu com ela depois que deixou de ter os quadradinhos e passou a ter ondinhas? Continua redonda; continua com a embalagem amarela; continua sendo a mesma marca, mas o sabor está muito diferente. Nem encaixa mais com iogurte natural, como aquela da embalagem azul da Nestlé – leite e mel – e ó que as duas competiam e a azul substituía a amarela.

Aquela de chocolate da Tostines nem dá mais para comprar, pois diminuíram a embalagem sem diminuir o preço e alteraram o sabor. Tenho certeza que alteraram!

A bolacha de Nescau aconteceu a mesma coisa. Menos no pacote com preço igual e sem o sabor de antes – sei que eu saboreava até duas, no máximo, à tarde; morava em outra casa; assistia televisão; ficava comendo pelo prazer de comer e não pela fome ou angústia do estresse do dia a dia e o pacote durava mais de uma semana.

Nem adianta dar maiores detalhes das demais. Mas, não é possível que outras pessoas não pensem como eu... E acabei de descobrir que a delícia da Tostines deixou de ser quadradinha...

Nem vou atrás das teorias psicanalíticas que desejam explicar meu nostálgico paladar.

Onde está o sabor?

Obs: não ganho para fazer propaganda destas marcas e nem estou denegrindo-as, mas quero o sabor de volta! Fontes das imagens: www.piraque.com.br; www.nestle.com.br e www.betechef.blogspot.com.

quinta-feira, junho 18, 2009

Relações duradouras e Terapia

São dois temas diferentes, mas pensei neles na mesma situação em que segue trechos de um diálogo – daqueles diálogos preciosos:

Acredito em possibilidades de relações duradouras baseadas em outros sentimentos. Claro que aturar o outro faz parte. Mas, aturar é muito para minha curta paciência. Só é possível aturar se houver outros sentimentos envolvidos. Até penso que “aturar” deixa de existir na relação, pois vai perdendo o significado real.

Uma relação a dois tem que gerar felicidade e bem estar aos dois. Aos dois, pois a relação é a dois. Se a relação não está gerando felicidade e bem estar... Relação é de dois e para os dois, não para um.

Se o relacionamento está beneficiando apenas um é necessário rever os valores de cada um individualmente. Não é possível deixar de ser quem “se é” quando está com outro. Se deixar prevalecer o aturar é porque está deixando que a própria individualidade vá se perdendo na personalidade do outro.

Diferenças podem ser minimizadas para uma convivência saudável. Mas, as diferenças mostram que há duas pessoas envolvidas e não apenas uma. O detalhe do prejuízo é quando aparecem apenas as diferenças e nunca as similaridades. Relação a dois pede similaridades de objetivos – realizações de ambos; realização pessoal pela realização do outro – e não “aturar” a realização dos objetivos apenas de um dos dois envolvidos.

Complicado? Não! É necessário comprometimento, intimidade e paixão.

Se tudo continua complicado; se tudo continua difícil aos dois ou pelo menos apenas um vê tudo às mil maravilhas e o outro continua enxergando nuvens cinzentas... Deve estar na hora de buscar ajuda. Nada de se jogar do barco e desistir de remar! Pede ajuda aos dois. Ajuda para manter as forças nos remos.

A alternativa é a terapia para quem não consegue ver solução.

Terapia não é para o outro que não quer nada com nada ou que não consegue ver que está tudo indo de mal a pior. Quem não consegue ver a situação real não está precisando de ajuda. Isso incomoda? Pode até incomodar, mas quem precisa de ajuda não é quem não vê a necessidade de ajuda. Quem está cansado e querendo desistir é que precisa de força. Então, a terapia pode ajudar, sim!

Como vejo a terapia? Assim: Terapia de verdade, além das terapias alternativas que ajudam a aliviar a alma, a mente, o coração e o corpo cansado de lutas e derrotas, que pode fazer alguma diferença.

Aprendi que não posso esperar que o outro faça terapia porque este outro pode estar me incomodando. Quem precisa de terapia é quem está incomodado. O outro nunca é de nossa extrema e absoluta responsabilidade. Nosso papel é buscar a felicidade para cada um, mas primeiro preciso ser feliz para depois fazer alguém feliz ou para esperar que a felicidade conjunta aconteça. A terapia fortalece e estrutura cada um para si mesmo, não para o outro ou outros, mas para o que cada um assume para a própria vida.

É comum ao ser humano do gênero feminino se doar muito e sempre dizendo que faz isso por pura e simples abnegação. Mentira! Mentira mesmo. As mulheres dão a alma, as forças, as energias, as horas, os instantes, os suspiros e as esperanças. Mas, elas esperam, sim, receber tudo de volta, pelo menos o mesmo tanto que doaram. Por isso a terapia nunca é para os outros e sempre para a própria pessoa que está viva. É preciso viver porque se está vivo.

Terapia não é para tampar os olhos às necessidades alheias e nem às necessidades pessoais, mas é para favorecer a força individual de continuar percebendo as necessidades reais.

Só é possível fazer os outros felizes quando consegue ser feliz sozinho e de verdade. Como? Vivendo para si porque Jesus diz que devemos “amar aos outros como a nós mesmos”. Como é possível amar o outro se não se ama?

Deixar de contar com o outro na relação é desistir de ser feliz, pois é possível contar com o outro quando se é feliz.

À terapia!

Vaidade e vaidades

Pensando e Pesando a vida

Não gastando o tempo que não tenho, mas com o tempo passando e cheia de coisas para fazer comecei a pensar e indagar algumas questões que estavam limitadas a minha vaidade. Ó vaidade das vaidades!

Onde é que andava minha vaidade durante toda a minha vida? Onde estava o senso de vaidade que acomete as multidões femininas que gastam dinheiros e mais dinheiros com os cuidados com a vaidade?

Sei de nada não, mas fico intrigada por nunca ter percebido que as celulites existiam de verdade e que estavam aqui bem embaixo de meu nariz. Não que minha boca esteja cheia de celulites, mas como é que minhas pernas ficaram como estão e eu nem notava que estava tudo tão estranho?

Onde é que eu deveria ter aprendido a continuar cuidando da saúde de verdade? Caminhava na praia quando adolescente porque caminhar era muito gostoso. Caminhava quando não tinha compromissos mil pela manhã porque sabia que o tempo estava passando e praticar uma atividade física aumentava a minha disposição. Mas, onde foi que eu errei?

Percebi há alguns anos, quatro ou cinco, que estava ficando muito estranho aparecer em fotos com trajes menores, mas nunca que percebia o que de fato estava incomodando os meus olhos. Terrível! Como ficar incomodada com algo que não causa dor? Os olhos alheios nunca incomodaram os meus brios.

Agora, estou às voltas ao perceber que é melhor correr com tudo contra o tempo que não tolera nada... Mas, como é que olhava no espelho e não percebia que estava deste jeito? Onde é que morava a consciência estética e corporal?

Vaidade. Tudo é vaidade! Deveria ter considerado que nem sempre a vaidade é algo tão supérfluo ou tão banal. Hoje, sinto falta de ter tido um pouco de vaidade no tempo certo.

Viva as Patricinhas! Que continuem bem vivas, pois estão se cuidando enquanto há tempo de prevenção. Saúde não é isso: prevenir para não ter que remediar (?).

Será que o meu inconsciente não sabia cuidar de meninas ou já alertava que não saberia? Uma menina... Se tivesse uma menina, hoje, seria diferente mesmo! Já estou concordando com todas as mães que ensinam as princesinhas a se comportarem como tal. Precisam mesmo ensinar. Não vão perder a infância por conta disso e vão brincar de bonecas e madames, mas vão ser mais felizes quando a infância acabar.

Freddy

Apresentando:
Freddy

sexta-feira, junho 05, 2009

Fora do ar... Voltando aos poucos

Quando desejamos algo precisamos ter muita cautela e certeza de nossos desejos.
Desejos são realizados!

Fora do ar...

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