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quinta-feira, abril 30, 2009

Mau humor

Nem eu acredito, mas sofro de mau humor. Na verdade, nos últimos tempos as crises são mais freqüentes.

Repudio com todas as forças estas situações em que as pessoas mudam bruscamente o estado emocional que estão apresentando. Mas, cá estou eu na mesma!

Em geral, sou otimista; de bem com a vida e disposta às boas risadas. Sei que não sofro de “complexo de Polyana”, mas sempre acredito que tudo pode acabar bem e que é melhor sorrir, pois tudo vai dar certo!

Acredito mesmo!

Mas, existe o mau humor. Nada que esteja modificando minha disposição à vida e à alegria; nada que ateste uma instabilidade emocional. Apenas e tão somente sentir incomodar esporadicamente com qualquer coisa insignificante e irrelevante – na vida normal e comum. É o encontro com o vilão de hoje: o mau humor!

Imagens: site azurara.net/blog e oglobo.globo.com/

terça-feira, abril 28, 2009

Em trânsito...

Enquanto os carros não andam... 
De dia...
Ou à noite...
Com chuva.
Muita chuva!
Não adianta desesperar, por isso a máquina está sempre perto para uma oportunidade.
Todas as fotos são minhas (mesmo as do post que já foi).

segunda-feira, abril 27, 2009

Imagens da Vida Real

Nem acredito mais na sede, mas acredito na dependência da água. 
Impossível viver sem!
O dia está terminando... ufa!
A preocupação com as palavras foi para o lixo!
Um pouco de cor...

Bichinhos de estimação

           Encontrei por acaso, mas tem mais em: http://ronronar.com/artigos/8-felinos-famosos.
Sou fã de uns bichinhos, assim. E aqui em casa há um acordo para "velar" as impossibilidades de realização do desejo de ter um bichinho só: "para ter o cãozinho é melhor trazer junto um gatinho, assim crescerão juntos!"
           É quase uma injustiça, pois num apartamento pequeno, onde mal é possível pensar em seus habitantes, os animais vivem nos desejos e nos sonhos.
               Mas, até nomes eles já têm!

Atropelos

Vamos caminhando pela vida.

O Sogrinho, depois das idas e vindas às visitas médicas e exames e mais exames, agora está internado. Pensa bem: 90 anos com o coração bem fraquinho e os rins que começaram a dar manifestações que os anos passam para todos; a Sogrinha, com 82 ou 83 anos, lá ao lado dele; o Filho da Sogra, não por acaso o amado Amorzão, está lá cuidando de um e apoiando o outro, mas com os plantões intercalando...

Uma grande amiga do coração e da vida está “de resguardo” ou “dieta pós- parto” lá no Tatuapé – 39 km distante de casa – e nem consigo dar apoio físico.

E depois de um longo e interminável bimestre teve aquela famosa reunião bimestral da escola do Filhão! Entre feridos e sobreviventes, o Menino de Ouro da Mãe e do Pai ficou indignado porque tem um objetivo não alcançado para um conteúdo que ele garante que aprendeu e que deve ser trocado por um que aborda a responsabilidade e pontualidade com as atividades. Já argumentou com a professora e insistiu que fosse conversar com ela.

Fui! Expliquei! Aproveitei para dar aquela passada básica em outros professores, que nunca há possibilidade e meios de conversar pessoalmente. Resultado: desgaste! E o Filhote, que há um bom tempo já havia superado a fase das somatizações, resolveu apresentar febre!

A hora vai avançando e ainda tenho seminário na 1ª aula...

...

(as imagens são da internet e tem algumas que são do 'diário de Pernambuco')

domingo, abril 26, 2009

Afasias...

Estava preparando um trabalho sobre afasia e encontrei a imagem anterior quando procurava imagens sobre o cérebro e a tal situação neurológica mencionada.
Como gosto muito de dias nublados, assim como gosto dos dias ensolarados, a imagem fez com que eu compreendesse um pouco melhor o que é "perder a fala", mas não por lesão no SNC. 

quarta-feira, abril 22, 2009

Virar gente grande

Quando a gente é criança vive idealizando o dia em que ‘vai virar’ gente grande e o monte de possibilidades de realizações, como se adulto tivesse o poder da varinha de condão ou a capacidade dos super-heróis.

Mas, a gente vai crescendo e descobre que nem vai crescer mais tanto assim, no meu caso de um metro e cinqüenta e um, e fica insistindo em acreditar na realização de inúmeros desejos acalentados no coração, na alma e no pensamento infantil, juvenil e de jovem.

Ainda não envelheci, mas descobri que virar gente grande dá muito trabalho, devo ter virado gente grande há um tempão, pois nas fantasias infantis gente grande não depende mais do pai e da mãe para se virar de um lado para o outro (espaço: quero voltar para o colo do meu pai!), então, pago as inúmeras contas e respondo por meus atos há um bom tempo...

Mas, não envelheci e nem virei gente grande sem coração, pois tenho muitos anseios para quando virar gente grande de cabelos brancos e mãos cheias de pintinhas de sol, e ainda espero virar gente grande de verdade!

Sendo gente grande de verdade, vou ter o meu próprio site, idealizado por mim e sem as dependências dos comentários e ajudas mil dos meus irmãos. Tenho alguns possíveis nomes para a fama destes sites, assim:

Vendo letras ao Vento

Desengarrafar letras – é o que está provisoriamente sendo organizado

Desengarrafando idéias e inscrevendo letras

Deve ter mais um monte de pensamentos que povoam as minhas idéias. Um dia, vou virar gente grande e conseguirei realizar mais alguns sonhos que aparecem entre linhas no Minuta Digitada de Diário de Pensar. Quem sabe o domínio com estas subpáginas, assim como eu sou eu e ainda sou mãe, esposa, irmã, professora, aluna, amiga de verdade, amiga desnaturada...

domingo, abril 19, 2009

Minha vida AC e DC

...

Impossível não fazer este comentário, mas minha vida tem dois momentos: Antes do Computador e Depois do Computador. E isso não é blasfêmia. Isso é metáfora.

Antes: quando a máquina chegou em casa eu nem olhava para ela. Quando comecei a olhar precisei fazer um mapa que indicava onde ligar, quais teclas usar... E tudo em seqüência para não inserir no erro de esquecer o que pretendia fazer: ligar a máquina.

Depois: sou mais dependente da máquina que antes, mas consigo saber qual a tecla usar para fazer algumas coisinhas mais...

Mexendo um pouquinho aqui e mais um pouquinho ali, além de fazer vários testes, consegui montar este blog e mais outro, que precisei cancelar. Depois de muitas encrencas e contratempo diferentes, meu irmão mais velho dedicou horas preciosas ajudando a entender o que estava ‘travando’ aqui, mas acabou fazendo mais um blog para me ajudar.

Eles são uns amores! Meus irmãos são ótimos no que fazem. Trabalham com estas coisas que não domino ainda – máquinas – e vivem disso. Mas, o que eu quero mesmo é aprender a fazer um Site!

quinta-feira, abril 16, 2009

Aprendiz de palavras

“The book on the table”        

Não sabia o significado desta tão famosa piada. Aparentemente parece brincadeira, mas não é. Freqüentei o mínimo que dá para imaginar de aulas de inglês, e agora, com trinta e poucos anos estou me esforçando para sair desta frase e da ignorância daqueles que não dominam a língua escrita. No meu caso, nem a língua inglesa falada.

Não tenho paixão por aprender esta língua. Mas, preciso dela por diversas razões: prometi no aniversário de 30 anos que precisava aprender outra língua e um instrumento musical antes da festa de 40 anos; portas de oportunidades surgiram na vida e se fecharam, mas espero ver abertas outra vez; há poucas semanas fui apresentada a uma chilena ou peruana que não dominava a fala expressa da língua portuguesa, entendia algumas palavras apenas, mas sofria para falar; ao prestar atenção ao que ela dizia fiz a proposta que falasse em sua língua... Surpresa! Entendi tudo!

Sendo possível ao espanhol da América do Sul, então, meus ouvidos podem conduzir esta mensagem ao meu SNC e tudo poderá ser resolvido com a outra língua... Doce ilusão.

É um suadouro enorme. Literal, pois hoje fiquei cismada que precisava encontrar um livrinho antigo de inglês do 2º grau, mas não conseguia encontrar.  A frustração maior é que revirei todas as prateleiras de livros duas vezes, menos a minha própria prateleira onde o amarelo estava há alguns vários anos. Tinha certeza que o danado não poderia ir embora para os arquivos de Hortolândia, mesmo tenho pouco apego a objetos, livros são livros! Livros não são coisas e não são objetos.

Assim, cá estou com livros, dicionários, DVDs e acessórios a freqüentar aulas duas vezes por semana com um bom professor e com uma colega de aulas muito querida.

O contato escolar com a outra língua foi muito limitado. Quando comecei a 5ª série havia mudado de Brasília para a Região dos Lagos no Rio e fui transferida para uma escola estadual onde havia aulas aos sábados. Que aulas? Inglês e artes. Após algumas negociações, eu e meu irmão copiávamos as lições dos colegas e fazíamos as provas em outra turma noutro horário. Não houve progresso na segunda transferência, pois acontecia o mesmo na outra escola até a 8ª série. No 2º grau, em todas as aulas, inclusive as de língua estrangeira com um professor que a classe desrespeitava com muito barulho, sentava com uma colega que respirava e espirrava inglês. Poderia ter aprendido com a amiga, mas a amiga compartilhava as respostas da prova quando percebia que estava entregando... Não ajudou, mas a amizade permaneceu.

Palavras, expressões, verbos, artigos... Tudo! Tudo é novidade. Tudo exige dedicação, tempo e disponibilidade. Preciso criar estas situações.

“The book is in my hands and the words are not in the memory.”

terça-feira, abril 14, 2009

Desesperando

Minhas conversas são sempre um monólogo, pois não tenho leitores aqui. Na verdade é aquela história de sair por aí falando com os botões ou com os fechos das roupas. Não gosto de falar com a porta ou com a parede, mesmo que ela tenha alguns quadros bem legais (o que não é o caso de minha casa que há oito anos espera para ser vestida e revestida).

Nem consigo imaginar outros lendo estas coisas todas por aqui. Elas são um pouco tímidas e reservadas ao ambiente interno... Blá, blá, blá...

Que nada! Estou em pane! Desespero!

Já pedi ajuda aos universitários – meus irmãos – mas, está bem complicado.

Tenho uma grande meta: fazer um site. Muito curiosa descobri como funciona o Blog e já fiquei apaixonada por ele e extremamente admirada e orgulhosa de meu potencial. Fiz dois sitezinhos ligados aos outros endereços de e-mail. Perdi um tempão para que ficassem bonitinhos, mas foi em vão. Eles não permitem que os alunos queridos amados, e contando com os menos experientes na vida digitalizada, acessem os detalhes e informações sem aquelas historinhas de cadastro... Grupo... Etc.

Sofrimento. Padecimento. Desespero.

Um dos universitários provocou todo o meu ser, pois já havia desistido da história do site e estava tomando rumo para comunicar outra vez via mural e listas intermináveis de e-mail, dizendo que o que o outro ser universitário havia feito ele já sabia como funcionava. Explica-se: o outro ser é gêmeo deste, mas com disposições e características pessoais únicas; cada um é bem um!

Fomos ao que interessa: sentados com as máquinas abertas à frente dos olhos e das mãos; preparar; apontar e nada! Nada? Isso mesmo. Comecei a fazer perguntas: como é isso? Para que preciso disso? Onde vou chegar com este outro? Funciona como o Blog que uso? Por que preciso de um espaço virtual, além dos meus arquivos na minha máquina? (esta pergunta continua ecoando na minha cabeça, pois ainda há algo que não encaixou)... Mais alguns blás, sendo que muito antes, lá pela segunda pergunta, conclui que ele não faria nada além do que veio disposto a fazer: Fazer!

Desespero... Quero aprender!

Tentei explicar que é isso que preciso. É importante fazer junto para que eu fique independente e não atormentando todos, todo o tempo...

Sem chances. Nosso final de dia foi muito complicado e já estamos no final de outro dia... Dediquei alguns instantes do dia nas tentativas. Confirmei com o universitário de lá o que estava fazendo e caminhava bem. Voltei agora à noite... Empaquei no “descompactar”. Não consigo fazer algo que faço sempre... E o universitário daqui disse que não recebeu meu e-mail de hoje.

Então... Então, está bom. Fazer o quê? Desesperar para quê?

domingo, abril 12, 2009

Presentes de Páscoa

É surpreendente a máxima que diz “é dando que se recebe”! Já perdi um tempão procurando a forma que justifica este “se recebe”, mas, não encontrei ainda. Deixa para depois, pois o que importa é o resultado.

Mais uma situação delicada na vida: estudo pela manhã e trabalho à noite, mas preciso sempre administrar o período da tarde nos acompanhamentos de estágios, encrencas com correções e preparo de aulas, participação de projetos da Instituição e viver. Viver compreende ser mãe, dona de casa e esposa, além das demais atividades. Na realidade, às vezes dou umas piradas. E no meio deste nó todo...

Há algumas semanas atrás, cheguei exausta e filho disse que a vizinha precisava falar comigo. Neste assunto sou péssima, pois é quase impossível considerar que sou vizinha, pois mal os vejo e quando encontro algum vizinho é no elevador naquela incômoda situação de “bom dia, boa tarde ou boa noite; como as crianças cresceram” e ponto final. Após respirar e conseguir tomar um banho depois do trânsito e calor do dia fui à porta ao lado.

Pois, a vizinha perguntou se poderia fazer a Semana Santa na escola dela. Uma semana um pouco mais curta, mas os dois horários. Caramba! Complicado isso! Gosto de contar histórias para crianças, amo falar e considero falar de Deus algo irrecusável. Pedi tempo para verificar se não teria prova ou algo parecido, mas intencionava não aceitar o convite.

As semanas foram passando e não nos encontramos mais até que precisei falar ao Filho da Sogra que dissesse “sim” por mim.

Sim! Então, não teve jeito. A vizinha entregou o programa uma semana antes por causa desta situação de encontros e desencontros. Histórias conhecidas e tudo programado, mas o tempo escasso.

Dei um pouco do meu tempo pela manhã e à tarde cada dia desta semana, mas recebi tanta tranquilidade, emoção e carinho ao ver as crianças e professoras todos os dias! Vivenciei sentimentos diferentes ao ver alunas e ex-alunas da Pedagogia trabalhando lá. Mas, fiquei emocionada e orgulhosa de ver o quanto estão trabalhando bem, pois admirei a organização, o silêncio, o respeito, a concentração das crianças e o quanto cantavam!

Cantavam:                                                                                                                       

“Jesus deixou Sua glória, veio ao mundo como homem para nos salvar. Viveu aqui e conheceu nossas dores. E tudo Ele sofreu e venceu em nosso lugar...”

“... Páscoa o que isso simboliza pra você? É somente coelhos e ovinhos de chocolate? Bom é lembrar que o Bom Jesus deu a vida por amor...”

“... Só há razão pra comemorar se a Páscoa é Cristo Jesus...”

Enquanto as crianças cantavam, eu conseguia abrir a Bíblia e ler algum verso relacionado à história a ser contada, mas ficava emocionada com o entusiasmo daquela escola. As músicas facilitavam cada explicação: origem da Páscoa com os coelhos, ovos e chocolates, depois a passagem do anjo no Egito e a libertação do povo. À medida que contava as histórias eu conseguia ficar impressionada, mesmo já conhecendo cada uma delas, com a relação do amor e a Páscoa; sacrifico; liberdade de escolha em que acreditar e a possibilidade de dizer que o chocolate é delicioso e que o coelho é lindo, mas que não fazem a Páscoa ter o sentido verdadeiro que realiza e que completa os espaços que faltam nesta vida tão corrida.

Não perdi tempo. Por todo o tempo dedicado à Semana de Páscoa ganhei a reflexão que precisava. Respirei e renovei algumas convicções. Revivi a fé!

Ainda passei muita vergonha, pois ganhei alguns presentes que não merecia ganhar, pois ganhei muito em aceitar quando imaginei que não poderia fazer.

 

sexta-feira, abril 10, 2009

A vida em vida

Hoje estou vivendo mais uma experiência inusitada. Fomos visitar meu sogro, que já mencionei em alguma postagem anterior, a quem chamo carinhosamente de Sogrinho. Não consigo afirmar que ele está muito mal, pois está adoecendo lentamente há alguns anos e mais aceleradamente há quase três anos.

Nunca entendi bem como é que as pessoas vivem aos conflitos mil com sogro ou sogra, pois minha experiência é bem diferente (ou sou bem diferente?).

Quando fui com meu namorado, hoje esposo amado e aniversariante do dia e que está de plantão, conhecer seus pais, futuros sogros, eles já estavam “avançados em anos”. O Sogrinho nasceu em 1918 e a Sogrinha nasceu em 1926. Faz tempo! Tempo de vida e tempo que os conheci. Era início do ano de 1992, ou seja, ele estava com 74 anos e ela com 66; fortes e conscientes.

Logo, neste primeiro encontro, ficou claro o amor paterno pelo único filho. As três irmãs são bem mais velhas e isso é suficiente para qualquer pai amar o filho da “quase velhice” e a perda de um bebê recém nascido, anos antes, faz qualquer mãe ser cuidadosa e amorosa com seu filho seguinte. Tudo entendido, tudo  explicado e exposto nas primeiras horas deste encontro.

Houve um momento em que, além das explícitas demonstrações de amor, orgulho e cuidados paternos, o pai questiona os objetivos de vida e a graduação, desta que para ele já estava confirmado ser a nora, acrescentando que deveria mudar de área, pois “ser professora ganha pouco e a enfermagem paga bem mais”.

Ouvi! Apenas ouvi! Já sabia disso e sabia que não teria como mudar de área.

Meu pai havia ensinado que não deveria desrespeitar um “ungido do Senhor”, muito menos a opinião dos mais velhos. E estava diante de um idoso “ungido” pastor. Engoli. Ouvi mais um pouco até que o namorado resolveu pedir licença e fomos passear. Expressei imediatamente minha opinião: “se você pensa desta forma, não poderemos continuar o namoro, pois não saí de minha casa e de minha cidade para estudar enfermagem e não tenho planos de mudar de curso ou de profissão”. Não havia motivos para desavenças, pois a situação era de tranquilidade e aquele pai havia transmitido ao filho ensinamentos valiosos que poupam discussões. Tudo certo e tudo calmo.

Sempre que voltei à casa dos meus sogros fui muito bem recebida, em especial pelo Sogrinho que sempre demonstrou preocupação em conquistar e cultivar o carinho da namorada do filho. Ganhei muitas barras de chocolate, independente de ser Páscoa ou não, e algumas vezes ele falava que poderia pagar minha passagem e até entregava o dinheiro ao filho. Comprou, muito antes do casamento, um tapete e umas almofadas para “a namorada do filho guardar no enxoval”.

Parece que nos conquistamos, pois quanto mais demonstrava amor, respeito e admiração pelo filho, mais recebia agrados como manifestações de gratidão. Não precisava de trocas e até falei com ele sobre isso, mas aprendi que esta era a forma que ele encontrou para demonstrar que estava feliz com o filho e pelo filho.

Nestes anos, o Sogrinho recebia todas as pessoas com um beijo, independente de ser homem ou mulher e ainda repetia a todos que o segredo da vida estava na bondade, amor, mansidão, longanimidade... Usava os frutos do Espírito (Gálatas 5, 22) para tudo na vida; conversava horas em que mais falava do que ouvia; repetia as histórias do passado que mais gostávamos e as que ele mais gostava também; sentava à mesa e convidava a todos que comessem com ele; recebia muitas visitas e fazia muitas outras.

Um dia, nos disse que não mais receberia as pessoas com beijo, pois havia entendido que poderia ser mal interpretado e não poderia causar esta situação. Disse que beijaria apenas os da família. Mas, em separado disse que sua esposa não gostava muito deste costume dele e que precisava fazer o que ela dizia ser melhor.

Com uma força invejável, usava o carrinho de feira para buscar água em galões que ultrapassavam 40 litros, além de preparar pescoço de galinha todas as tardes para os muitos gatos ariscos que viviam em seu quintal. Por muito tempo foi procurador de uma idosa, assim precisava ir ao banco na cidade vizinha, de ônibus, todos os meses para resolver as finanças daquela senhora. Custeou os estudos de um vizinho e depois de outras pessoas como havia feito a vida toda. Ao final do dia convidava a todos que se reunissem com ele em oração após a leitura de uma meditação, que fazia questão que fosse da mesma autora sempre.

A cerimônia de casamento poderia ter sido realizada por ele, mas quando indagado da possibilidade de grandes emoções, sugeriu o nome de seu sobrinho, a quem havia auxiliado a estudar teologia, pois confirmava que poderia se emocionar, sim. Mas, fez a oração de bênção na cerimônia. Fiz questão de acrescentar seu sobrenome, com orgulho e consciente de que esta seria uma homenagem, e com a certeza de perpetuar seu nome.

Que homem de força nas palavras! Diante de assuntos polêmicos mantinha-se firme em suas opiniões até que a outra pessoa desistisse e concordasse com ele ou perdesse a razão e a paciência diante de tantos argumentos que ele apresentava. Mas, sabia que poderia discordar dele, pois havia respeito por meus argumentos, mesmo que fortalecesse suas opiniões e ampliasse as contra-argumentações. Isso era bom! Não discutíamos e nem polemizávamos, mas havia muito diálogo onde aprendi muito!

Logo percebi que havia orgulho, além de respeito, pela nora professora. Dizia amar toda a sua família, mas sentia que havia admiração, mesmo que ele não usasse essa palavra, mas fazia questão de dizer que continuássemos nos amando e que formávamos um casal muito bonito diante de seus olhos. Demonstrou respeito pela mãe que eu estava me tornando, a cada dia, com seu neto no colo.

Quanto à educação do neto, pediu enfaticamente que não usasse a vara no menino e que isso era uma má tradução da Bíblia, pois Deus não castiga e desaprova a opressão dos mais fortes sobre os mais fracos. Ficava em silêncio, com dúvidas e sem coragem para contestar. Um pouco mais de tempo, leituras, pesquisas e orações e sou defensora firme e convicta de sua opinião: não bater! Isso não é necessário.

Dois meses antes da festa de Bodas de Ouro dos Sogrinhos perdi meu pai. Mais uma vez o admirei, pois demonstrou respeito e sabedoria ao se preocupar que seria o único avô que meu pequeno filho teria.

Não estou apresentando a vida de um santo, pois sempre lutou para viver como um cristão e um cidadão digno; estou relembrando os anos da vida do Sogrinho, desde que o conheci.

Hoje, eu fiquei muito emocionada ao vê-lo deitado na cama. Segurou firme minhas mãos e repetiu como antes: “Minha família é muito bonita! Filha, você é muito bonita!” As rugas das mãos e do rosto, os cabelos brancos e a sabedoria que a vida dá a uma pessoa de 90 anos envaidecem qualquer criatura que recebe um elogio destes, pois estas pessoas demonstram enxergar além de nossa vaidade humana. Pessoas idosas e sábias vêem além da beleza exterior.

 

 

 

 

Enquanto o Ramon não chega...

Ramon será o nome do Bebê da Lila, grande, literalmente, e amiga especial. A partir de amanhã ele poderia estar chegando... Mas, todos, juntos com a mamãe Lila, vamos esperar o momento em que ele "sentir" vontade de nascer.
Desde o começo da história do mundo os bebês são muito esperados; são carregados de esperanças; trazem expectativas de realizações e de conquistas para uma vida bem melhor! Claro que há explicações diversas para esta ansiedade - explicações existenciais, pois foi prometido a Adão e Eva, no Jardim, que um filho nasceria e traria a tão desejada paz; explicações biológicas onde todos desejam ver a perpetuação da humanidade através das novas gerações.
Independente das explicações que universalizam a vida humana, eu também espero ver o rostinho deste bebê, pois sua mãe é minha amiga do coração.
Nem sei desenhar ou fazer altas criações usando a máquina, mas ficar aqui usando cores, linhas, figuras e outros recursos é relaxante. Acrescentando a sensação agradável que é pensar no bebê que está para chegar. 
Cada linha desenhada, apagada e consertada a seguir; cada cor experimentada e aprovada ou cada cor que é descartada trazem análises sobre a vida...
Ramon, sobrinho de coração, estamos esperando a sua chegada! Você terá pais maravilhosos que já o amam muito, irmãos espertos que aguardam o momento que poderão curtir muitas coisas com você... Ainda tem tias, avós e primos... Todos estamos esperando. 
Depois dizem que a mãe é que está esperando bebê... Todos esperam o bebê! O único detalhe é a mãe fica com tudo mais, além de esperar...
Enquanto o Ramon não chega... Esperamos, simplesmente, esperamos!

quinta-feira, abril 09, 2009

Feriado à Vista!!!!!!!!

Feriado!!! 
Mas, e por que este hábito de dormir tão tarde?

quarta-feira, abril 08, 2009

Imagens Reais

Cenas da vida real (eu, Eneida em Brasília, jan 9)

domingo, abril 05, 2009

Obs...

... as fotos da postagem anterior foram retiradas da internet, mas o desenho é meu!

Grávidas... homenagem à LILA - amiga grávida

Trabalhando, trabalhos e trabalhosos

...desejo de reminiscência...

Ontem assumi uma nova crise. A crise do trabalhar demais relacionada aos inúmeros trabalhos que aparecem ou que nunca acabam e sem falar dos trabalhosos a minha volta.

Na realidade, assumi que estou precisando de um tempo com tempo disponível. É bem assim: só me dei conta que não estou aproveitando a vida em nada quando a menstruação chegou outra vez. Fiquei com uma dúvida enorme se já não havia menstruado este mês. Mas, se isso tivesse ocorrido eu precisaria estar com apenas duas semanas livre. Ninguém merece! Não tive tempo nem de anotar a data certa.

Outra: saímos com os amigos e já fazia tanto tempo que isso não acontecia que os amigos nem sabiam que o Filho da Sogra estava trabalhando no SAMU, e ele já está lá há um ano e meio! Nas conversas boas e gostosas o assunto começou a rodar por cenas do cotidiano e filmes que retratam esta realidade. Último filme que assisti? Nem sei quando foi. Descartando as leituras obrigatórias da vida e as leituras de acompanhar o que o Filho está fazendo, não sei mais qual foi o último livro que eu li por prazer!

Fiz mil promessas que o meu tempo não seria concedido a nenhuma obrigação da vida; acrescentei que faria o que interessa a minha vida... Estou fazendo o curso de inglês. Mas, o bendito é pelo prazer ou por causa daquelas histórias loucas de tentar o mestrado mais uma vez?

Fui à busca da acadêmica de musculação. Mas, não tenho tempo para fazer o exame médico e ainda não consegui saber que horário poderei ir à ginástica.

Para completar a lista já marquei e desmarquei a drenagem linfática mais de cinco vezes. Melhor desistir, pois vou trocar este possível tempo pela terapia! Pelo prazer? Não, pelo desespero e necessidade!

Ainda nem cheguei a falar do filho... O filho está crescendo e com ele crescem os problemas de filho que deveriam continuar sendo aqueles de decisão entre brincar de bola ou de carrinho... Ele quer fazer tudo, participar de tudo e estar em tudo... Quem leva? Quem administra? Quem suporta? Quem carrega?

Não são reclamações da vida. Definitivamente não! É um desabafo que precisa de eco para retornar e fazer um barulho maior dentro de mim.

Preciso viver!

24.3.9 às 11h 27 – Quase hora de buscar o menino, pois se ficar lá um pouco mais atrasa o longo dia que ainda temos pela frente!

sexta-feira, abril 03, 2009

Vida de Iniciante

...

Algumas coisas na vida, quando tentei fazer a primeira vez, não deram muito certo. Mas, depois e com o tempo passando... Tudo foi melhorando. Tudo mesmo! Com direito a pensar no que desejar.

Esta postagem está causando tanta frustração... Mil tentativas e nenhum acerto de publicação... Espero que agora vá...!

... Será que preciso pedir permissão aos proprietários de outros blogs para mencioná-los? Tipo dizer que estou seguindo-os?

... Esta dúvida anterior é para mencionar que amo ver o Blog do Mundo de Fadinha (já mencionei em outra postagem), mas tem também o da Tatty - ela é ótima com scrapbooking, uma artista de enorme criatividade (ah! e mãe da Sophia, minha linda sobrinha)! Outros que descobri: Tirando o Sapato, É por aqui que vai por ali... e mais alguns que gostaria de ter mais tempo para "visitar".

... Será que não vou conseguir atualizar minha página com um fundo daqueles bem bonitos e maravilhosos? Não que o meu não seja tão lindo, mas há uns muito interessantes que ficam cheios de detalhes... Estou treinando para ser delicada e cheia de "fru fru" (rs).

... Será que devo contar as pessoas que tenho este blog e convidá-las para umas visitinhas? Meus irmãos maníacos e dependentes (economicamente) da vida informatizada já sabem...

Acredito que tenho mais um monte de dúvidas! Um monte bem grande!

quinta-feira, abril 02, 2009

Pensando com pensamentos de outros

                             “Eu não tenho medo de mudar de idéia porque não tenho vergonha de pensar".

                    Este aí é um dos  pensamentos  preferidos de sempre! Preferência do coração e da razão.

                  Mais um "clic" meu numa manhã em que as águas de março não estavam fechando o verão,

                                                         mas, continua a promessa de vida no meu coração. 

Com certeza, faz tempo é que não tenho mais medo de mudar de idéias, pois tenho muito orgulho dos meus

                                                                                                 pensamentos.

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Registros dissonantes...

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Aparentemente dissonantes, mas inteiramente coerentes. É que são tantos pensamentos que a seqüência deles não segue a lógica das idéias tão organizadinhas como sempre.

Descobri que sou fã de carteirinha de alguns blogs delicados e cheios de cores suaves e agradáveis. Gosto mesmo! Sempre dou uma passadinha pelo Blog O Mundo de Fadinha... É impressionante como é lindo e cheio de idéias gostosas!

Mas, quando vou tentar colocar algumas cores no meu espaço... Cores vivas! Cores excitantes! Sem as delicadezas e meiguices dos que admiro.

Minha amiga do coração, Lila, deve estar quase “pocando” e eu aqui sem vê-la há tanto tempo... Gravidez, gestação, tempo de graça... É um estado que me toca! Algumas queridas do coração conseguem me deixar mais sensível... Estou à espera do Ramon (Ramom ?), assim como o André já chegou!

Queria presentear minha amiga gravidérrima! Cá estou às voltas com as mil miudezas e frufrus... Desta vez não são minhas linhas, agulhas, étamines... Agora, as voltas percorrem as tintas, os pincéis, lixas, madeiras, desenhos e colas... Estou amando a “decoupagem”!

E o tempo? Onde está o tempo?

Quando é que vou dormir cedo? Correções de TCC, aulas, estágios do Curso vida de aluna, vida de mãe, vida de esposa... Vida.

Não vejo televisão há semanas ou meses. Filme? Nem sei quando...

Muito trabalho! Trabalho demais! Ganho pouco e queria gastar mais! O Amorzão foi demitido do trabalho dele...

Não é dissonância... 

quarta-feira, abril 01, 2009

Ler e Escrever - Programa de Verdade

O “Programa Ler e Escrever” foi desenvolvido pela SME/SP e atende as salas de 1º ano do Ensino Fundamental em sua responsabilidade maior: a Alfabetização!

Desacredito de programas políticos, perdi a inocência ainda na adolescência. Não sou iludida em propaganda de campanha eleitoras. Este Programa é verdade porque é de verdade! Mesmo que algumas pessoas não acreditem ou que ignorem a existência dele sei que ele é real.

Alguns objetivos do Programa afetam a minha vida e por causa disso posso afirmar que tem tudo para dar certo, sempre. Meus alunos da Pedagogia são participantes do Programa. São eles que respondem pelo grupo de “2º professor” em sala de aula. Mas, como bons alunos, e alunos nunca deixam a vida de alunos com direito a todas as prerrogativas do título, deixam esta professora exausta...

Mais um pouco e deixarei de ser loura para ser morena... Dizem que os fios brancos dos cabelos dão menos trabalho de manutenção quando as madeixas são escuras...

Defendo a necessidade de ampliar a leitura e a escrita e reconheço a necessidade de que os alunos de graduação leiam mais... A leitura que enriquece é a que transforma os conhecimentos e a vida. Os alunos gostam, em sua maioria, de leituras de auto-ajuda, não é a minha preferência, mas... Poderiam ler algumas coisas do tipo:

“Aprender a compreender o que está sendo falado”; “falar menos e ouvir mais”; “ser menos melindroso para demonstrar mais inteligência”; pessoas que lêem mais escrevem mais e melhor”; melhor é ler o que está escrito duas vezes antes de perguntar”... E muitas outras opções de títulos que favoreceriam nossas vidas!

Ler! É necessário ler! Ler e Escrever para ter certeza do que leu!

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