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segunda-feira, março 30, 2009

Enquanto espera...

... 

Quem fez isso? Quem fez isso não tem noção... Gosto tanto de ovo frito no pãozinho francês! Nem sou tão sensível... Mas, algumas coisas bem coisinhas, assim, provocam um monte de reações diferentes.

Primeiro muito riso! A cena provocou gargalhadas numa hora bem oportuna quando uma criatura meio lenta, quase meio idiota, queria bancar o ser mais espertalhão do mundo e imaginou convencer o Filho da Sogra a fazer uma troca onde ele, o espertalhão, teria lucro! E nós ficaríamos a ver navios... Até parece!

Segundo, altas sensibilidades! O Filhote começa a tentar explicar a piadinha... (seria no primeiro caso, muitos risos) Depois tenta racionalizar a piada... (mais risos ainda) "Só vai para o seu pão o ovo que não viraria pintinho..." Mas, quando pensamos no pintinho...

O pintinho não pensa...

Nem adianta querer racionalizar ou explicar a piada. Nada disso vai resolver ou mudar a cor desta cena... Poderia até sorrir mais, mas não dá para explicar mesmo... Mas, pensando bem, comer o que poderia ser um pintinho tão lindinho... Já criei uns pintinhos fofinhos...

Nem vou tentar explicar mesmo...

Sou vegetariana (!) e nem dei carne e nem ovo ao Filhote, hoje ele nem gosta...

Melhor não tentar explicar! Ainda não entendi!

Mas, comer o que seria um pintinho? 

 

Esperanças..... espera........ expectativas

...
"As promessas do Senhor se renovam a cada manhã"

quinta-feira, março 26, 2009

ENXAQUECA

...

Tormento que carrego a algum tempo em minha vida. “Dor de cabeça muito forte” diz o meu amado amigo Pai de Todos os Burros. Apenas ele define e tão somente define o que tento explicar a todas as pessoas ao meu redor que não compreendem e ficam falando sem parar.

Na realidade, é assim: alguma coisa aqui dentro no caminho do “digestório” começa a se manifestar, mas esta manifestação não dá tempo ao tempo. Um incômodo aparece e muito rapidamente os olhos ficam sensíveis demais à claridade, o nariz começa a sentir todos os cheiros e não há pensamento de alimento que consiga fazer a respiração ficar dentro do normal.

Pronto! Começa a crise! É um começo muito rápido, algo como um tornado, mas não vou dar a definição do Pai de Todos os Burros, podem procurar lá!

Após anos de experiência nesta situação é possível eliminar algumas hipóteses e prevenir, mas os tornados não avisam quando vêm e a crise de enxaqueca também não avisa. Sei que estou no ápice de uma que começou há dois dias, acalmou e voltou a perturbar desde ontem.

Primeira crise: desconhecia o que era isso ou qualquer outro incômodo do tipo, pois deveria ter por volta de nove ou dez anos. O episódio ocorrer após um mingau de milho, destes que são caseiros onde a dona de casa descasca o milho, rala, cozinha, bate no liquidificar e torna a cozinhar com leite e açúcar. Tenho ânsia só de lembrar, mas comi como todas as crianças que não recusam um prato doce, e cerca de uma hora depois estava caindo e nem sabia explicar tudo o que sentia.

Outras crises: no auge da vida de adolescente; cursando o ensino médio (vulgo pedagógico em minha cidade) para professora; amando a idéia de trabalhar num escritório... Só amando e aproveitando tudo até que um mal estar, inexplicável fez com que eu ficasse em casa, o que não amenizou. Fui parar na emergência de um hospital, pois já vomitava (com o perdão da riqueza de detalhes) o que nem possuía mais no estômago. Meu pai, uma criatura muito determinada, cuidou para que eu me restabelecesse e que investigássemos tudo aquilo.

Do clínico geral passando pelo neuro, otorrino e alguns mais fui a um chamado bucomaxilofacial. Possibilidades de sinusite e de “ATM”.

A partir daí fui convivendo com algumas raras crises e administrando alguns analgésicos nestas situações. Em outras situações ia à emergência de novo para que a dor fosse curada mais rapidamente. E a vida foi caminhando com um belíssimo tratamento ortodôntico, encaminhado por um novo bucomaxilo e pelo senso estético do marido (troquei o zeloso e amoroso pai por uma maridão à altura).

Beleza! Beleza até que as crises voltaram com maior freqüência e maior intensidade. Um clínico neuro de pronto socorro comentou as dificuldades de diagnóstico deste mal e mais as dificuldades de tratamento por causa de questões extremamente pessoais. Sugeriu uma análise dos fatores desencadeantes, que nesta altura da vida já estava ficando mais “expert” em conhecer meu próprio corpo. “Investigue” o corante amarelo! Disse o médico.

Eureca! Descoberta a América!

Primeira crise: mingau de milho.

Fator desencadeante de algumas crises: pudim, suco de maracujá, sobremesas... Não era apenas o açúcar e a mistura dele com leite, o vilão!

Surgiu, então, outro vilão: o corante amarelo! Isso absolveu parte da culpa que meu amigo chocolate carregava há anos, quando todos diziam que ele fazia mal, e ainda traziam dicas de revistas e de mais folhetos de saúde, onde o coitado estava no banco dos réus caminhando para o extermínio do meu carrinho de supermercado.  Analisando bem, o danado nunca me fez mal, apenas quando comia um destes bem baratos e esdrúxulos sem sabor e com muita gordura. Nesta altura da vida, beirando os trinta, já estava exigente com o bom uso de meu dinheiro e do que é ingerido, por isso não acatava os conselhos dos que diziam para deixar o vício.

O tempo foi passando e já sei que a TPM resulta numa bela crise no primeiro dia do ciclo. Ótimo! Detectada mais uma situação.

Outras constatações: Remédios que aliviam precisam ter uma dose pequena de cafeína, não que esteja defendendo a coca-cola. Analgésicos simples fazem dormir, mas acordo ainda com os sintomas desagradáveis. Pizza ou qualquer outro alimento com gordura precisam ser digeridos rapidamente, assim o único refrigerante possível é a tal coca-cola.

Nos últimos tempos, ao refletir mais sobre a vida e aprendendo a ficar quieta no quarto escuro para que a crise passe mais rápida, consegui registrar que a ânsia é maior cada vez que um episódio desagradável volta ao pensamento. Curiosamente, em algumas situações delicadas ou de grande aborrecimento, principalmente no calor intenso, preciso evitar todos os alimentos desencadeantes da crise.

Outra grande descoberta de minha vida: a somatização associada aos elementos mais fracos os torna fortes e, desgraçadamente, aborrecedores.

Quase um tratado...

Não tenho certeza do início das crises, pois é vívida, em minhas memórias, a imagem repetida, de crises de indigestão. “Que criança de estômago sensível!” Ouvi várias vezes, mas não era sensibilidade apenas. Havia determinados alimentos que desencadeavam estes males estomacais e de fígado.

Quando grávida, meu pai emocionado, detalhou o quanto padeceu com algumas crises de digestão que tive quando bebê. Disse que a sugestão de “dar ao bebê” sumo de boldo foi aceita, tamanho desespero. Concluiu que em minha “papinha” havia carne e que “aquilo” estava parado em meu estômago...

Superando a administração nutricional delicada de minha vida, posso afirmar que, em alguns momentos, o aborrecimento que preciso engolir na vida de adulto responsável e cheio de cobranças é tão grande que fica parado em meu estômago esperando o momento de sair. A digestão é lenta e delicada...

Assim, não sei ainda administrar a saída de alguns entraves que ficam perturbando o âmago, a alma, a vida e a energia vital... Mas, como no caso dos alimentos desencadeadores, já sei quais são, mas preciso de coragem, força e disposição para digerir, pois vomitar em público e a qualquer momento não é possível depois que viramos “gente grande”.

- Este faz parte dos arquivos: 11h 40 em 11.2.9 – Hoje é revivido intensamente! Crise!

quarta-feira, março 25, 2009

André

André: Forte; viril; corajoso 
 
O nascimento renova toda a esperança no mundo...
Queria ter habilidade com os dedos para representar através de traços firmes e definidos todas as emoções do momento... Mas, o coração voa alto no pensamento... Os dedos registram o que é possível...
Desenhei para o André.
Este é o meu registro e minha homenagem ao André 
que nasceu hoje, lá em MG. Parabéns aos queridos pais,
meus primos do coração! 
Que o Pai do Céu carregue o pequeno André em Seus braços, através dos braços de seus pais, sempre! 

terça-feira, março 24, 2009

Minha Prece

   
Senhor,
que estes pés nunca deixem o Caminho da Verdade e da Vida...
Amém!
*Clique Eu, Eneida em CF - 4.3.9

segunda-feira, março 23, 2009

Imagens do Final de Semana

Cliques e montagens Eu, Eneida - em SP, 21.3.9

Vontades de domingo (e de mais alguns dias)

Que bom seria se o domingo pudesse se estender por mais algumas horas e até por mais um dia... Que bom seria fazer algumas outras atividades relaxantes... Que bom seria ter um animalzinho de estimação que não fosse um hamster mal humorado...

Mesmo sabendo que ter um animal de estimação exige algumas responsabilidades a mais na vida, além de ser mãe, esposa, dona de casa, profissional e estudante, penso num novo animal de estimação...

O domingo termina, mas a vontade de ter outro cachorrinho continua... Melhor respirar e pensar nos compromissos da vida...

Que vontade de ter um yorkshire!

sábado, março 21, 2009

Pequenos e simples prazeres da vida

Respirar profundamente, sentir a vida pulsar e relaxar... Depois, calmamente, escolher o que fazer:

Conversar com amigos felizes, mas que sejam os amigos de bem com a vida e bons de papo; caprichar nas cores e detalhes do blog; saborear um cone de chocolate que a amiga Vivian faz com esmero; procurar imagens de flores, bolsas, sapatos e de detalhes coloridos na internet; vaguear pelas páginas de um bom livro; cochilar assistindo um filme bem legal; clicar paisagens urbanas, naturais e detalhes corriqueiros; pintar as unhas; beber água fresca; imaginar que está chegando à hora de ver o mar; dar risadas com o filho; namorar o maridão; passear pelas seções de papelaria...

Já estou até ficando com sono...

segunda-feira, março 16, 2009

Pé Frio

Fui taxada fortemente de “pé frio” num instante em que isto mexeu comigo. Umas destas situações em que somos provocados em nossos brios.

Mas, alguns dias após... Com o sol menos forte, pois saímos de 35º e estamos no calor do fim de verão com 28º... Pensando um pouco melhor...

Sim! Sou pé frio!

Pé frio ao pé da letra! Com a temperatura um pouco melhor, mas com a sombra do pós meio dia chegando ao edifício em que moro, meus pés estão ficando frios, que a única solução são as meias!

Na verdade, gosto muito de meias. Gosto tanto que fiquei a aliviar tensões em busca de imagens de meias na internet.  Amei! Fiz um painel com todas elas e ainda acrescentei umas fotos dos meus pés com meias em coloridas.

Não está frio. Então, neste caso a meia é destas de cano curto, quase sapatilha, mas de tamanho suficiente para aquecer os “geladinhos”.

Até receber o “elogio” de pé frio, na semana passada, nunca havia parado para analisar que a preferência por meias em todas as estações do ano não era uma mania “de velho”; não era um hábito impregnado na vida. Ufa! Mas, confirmei a contra gosto, que meus pés estão sempre propensos a avisar que está menos calor.

Voltando à provocação... Pé frio, segundo o dicionário informal – ver http://www.dicionarioinformal.com.br/ - quer dizer azarento. Gosto muito das definições “ao pé da letra”, e associando ao propósito da situação, preciso discordar da pessoa que fez esta referência a minha pessoa, uma destas pessoas que raramente erram, pois não concordo que tenho o pé frio pejorativo. Não! Não concordei na hora em escutei e não concordo definitivamente depois dos ânimos abaixados.

Jamais poderia ser pé frio. Sou privilegiada em muitas situações da vida. Nada de privilégios materiais e fugazes, mas privilégios que completam a vida.  Às vezes, sofro um pouco como todos os mortais subjugados à guerra entre o bem e o mal onde o mal parece prevalecer.  Às vezes me sinto impacientada quando vejo que a injustiça está prevalecendo ao meu lado.  Às vezes choro de indignação com as provocações.  Mas, pé frio não!

Esperar pacientemente o momento de ver a injustiça vir à tona pode parecer que é ser pé frio, pois os maldosos de coração continuam a viver empurrando suas falcatruas para os que estão próximos e que prosperam através do trabalho honesto e verdadeiro.  Ser alvo escolhido não quer dizer ser vítima do predador. Ser alvo pode significar mais força para correr ou para enfrentar a situação.

Calma! Muita calma! O Calor do verão vai diminuindo aos poucos. O outono não vai chegar de uma vez.  Quando o frio do inverno chegar não sentirei tanto frio, pois estou com meia nos pés...

Créditos de fotos e criação: Eu/criações p fundo

domingo, março 15, 2009

Aprendiz de magia oculta...

...
Aprendiz - 1; o que aprende arte ou ofício. 2; Novato, principiante
Magia - ver definição 2 do DIC Michaelis Escolar - Português
Oculta - 1; encoberta, escondida. 2; Desconhecida. 3; Sobrenatural
...
Se navegar pelo mundo virtual fosse simples todos já estariam navegando...  
Apenas justificando o assombroso título, mas estou aprendendo tanto!  
São tantas informações novas...
Meus neurônios estão explodindo muitas novas conexões...
Mas, há uma conclusão: fiz a escolha mais acertada ao querer usar o blogger,
pois os demais são muito mais complicados...
Aprendiz da magia que está oculta (no mundo virtual).

Caminhos que caminham

Outra... De outrora:

Há sempre títulos iniciais e outros títulos que são finais. Iniciais são estes que já pensamos e começamos a escrever a partir deles e os finais são aqueles que, após a leitura de correções descobrimos ser a parte complementar e introdutória.

Há caminhos possíveis para a escrita e que funcionam como desencadeantes ou como inspiração. Outros caminhos são os dos grandes sentimentos.

O grande caminho de hoje seria os de sempre, aqueles que partem da empolgação transmitida nos registros de outros. Mas, mudou.

Um grande caminho já percorrido é o da certeza recebida através daqueles que demonstram respeito e orgulho pelos outros, independente de concordar ou não com os caminhos escolhidos e que, com certeza, não seriam os indicados.

Há uma emotividade maior. Sentimentalismo verdadeiro com lampejos de razão. Gosto muito de lembrar os dias lúcidos, e muito lúcidos, do meu sogro quando ele sabia bem a idéia que pretendia defender. É muito bom lembrar a força que demonstrava ter, viver e defender em cada palavra e atitude. Que determinação!

Outra certeza é a que fui muito respeitada por ele. Como é complicado olhá-lo e não ter certeza da certeza dos pensamentos dele. Tenho dúvidas a respeito do envelhecer... Será que ele tem consciência exata do mundo a volta dele? Se tiver consciência, escolheu alienar-se? Ou aliena-se para não ter consciência? Dúvidas em nossos sentimentos, pois as dúvidas já não o incomodam mais.

De onde veio a tranqüilidade depois de tanta energia? Ele parecia um dia de verão: as demonstrações de sentimentos e pensamentos variavam da brisa morna do amanhecer ao calor do meio dia, com possibilidade de chuva de ventania, granizo, trovões e raios ao entardecer lindo com uma noite agradável. Possível? Sim. Jamais deixava de demonstrar amor e falar dos frutos do espírito aqueles que estavam ao seu redor, mesmo que tivesse de falar com força, como o trovão.

Hoje, não há uma palavra de reclamação diante de qualquer mudança ou mesmice da vida. Diz que está tudo bem, independente do que está sentido. Aceita. Enfrenta. Vive. Apenas vive.

Vive o outono. Não vive o inverno, mesmo que silencioso e observador, além de desligado do que nos atormenta. É a demonstração do dia de outono com tranqüilidade, mas demonstrando vida. Expressa a alegria de nos receber e a necessidade de nos despedir à saída manifestando que está nos esperando voltar outra vez.

Caminhos que desejo compreender e aprender.

A convicção de que fui aceita como sou é gratificante. Quando não considerava suficiente demonstrar através das palavras, o que sentia, escolheu demonstrar através das várias barras e caixas de chocolate que fez questão de presentear à menina.

Quanta responsabilidade caminhar por estes caminhos. Demonstrou me amar porque o filho estava feliz e isso foi motivo suficiente aos motivos, razão e emoção dele. Fazer este filho sempre feliz é caminhar por estes caminhos...

As palavras são limitadas aos sentimentos que admiram, respeitam e amam aquele que tanto caminhou.

22h40 em 29.7.8 (O sogrinho está internado. ICC – Insuficiência Cardíaca Congestiva)

Um filho só e um filho único

 Mais um registro de outrora...

Sou mãe de filho único!

Meu filho é parte maior de minha existência e me acabo de orgulho dele, pois afirmo que é saudável, inteligente e bonito por dentro e por fora.

Não pensei muito, na vida anterior a ele, quantos dele teria, mas sei que depois de tê-lo tenho certeza que, se todos pudessem ser como ele e, se tivesse recursos financeiros suficientes poderia ter mais dois.

Não pensei muito bem como seria tê-lo, mas pensei que quando ele estava em meus braços, ainda bebê, começava a observar todas as mães de um filho, dois ou três. As observações passaram a existir com a gestação, ou seja, foram sendo geradas e mantidas em desenvolvimento nesta fase. Aí veio o parto! Junto à certeza que não dava para segurar dois ao mesmo tempo; não dava para alimentar dois e ainda matar minha fome; não dava para ninguém dormir...

Observava as mães com outros olhos, não olhos críticos ou medidores de capacidades maternas, mas percebi que seria impossível a qualquer mãe, sem uma arrumadeira e uma passadeira, ou “ajudadeiras” de plantão (tias, avós, mãe, cunhadas, sogra, amigas) a possibilidade de alimentar um bebê fisicamente, emocionalmente, espiritualmente e intelectualmente.

Conclui neste período curto de observação que a mãe sem saúde mental, física, espiritual ou afetiva está incapacitada de prover estes recursos/desenvolvimento aos filhos.

Nesta situação o filho único se transforma em “um filho só”!

E fica só, de verdade! A mãe sem estrutura leva os filhos a desestrutura. Não que a mãe seja a culpada de tudo, pois não é. Mas, pensando na saúde dela, vem a ser.

Sou mãe de filho único!

em 13.8.8

sexta-feira, março 13, 2009

Diálogo Precioso - Filosofando e Teorizando a Vida!

As inovações tecnológicas nos fazem pagar caro por algumas decisões que fazemos quanto ao uso destes recursos tão práticos e, hoje, indispensáveis à vida. No auge da carta e do cartão de telefone – tecnologia avançada que o Brasil aprimorou muito durante a primeira metade da década de 1990 – não imaginaria uma conversa tão boa que não custasse um bom dinheirinho!

Hoje, a distância está cada vez mais curta por benefício destes recursos que nos colocam em ambientes únicos, mesmo diante de distâncias entre os continentes ou provenientes de uma enorme saudade...

Usufruindo do MSN, mania entre adolescentes ou ferramenta de estudo e de trabalho dos mais “ocupadinhos”, conversava com um de meus irmãos que está distante. Somos bons para papos úteis e fúteis! A conversa foi curta e objetiva, mas de valor destacável, pois com poucas palavras conseguimos oportunizar nossas células à vida!

Segue parte da conversa do dia 6.9.8:

 

 

1 - diz: mas, tenho uma nova filosofia: estou envelhecendo como o vinho.

2 - diz: Estou cada vez melhor!!!!!!!!!!!

2 - diz: rs

1 – diz: O conteúdo está cada vez melhor... rs

1 – diz: Pode usar esta.

2 – diz: A melhor parte é o cabelo ficando branco...

2 – diz: Daqui a pouco as novinhas começam a ficar olhando mais na rua!!

             (muitos risos)

1 – diz: Se eu não fizesse luzes estaria como nossos tios

1 – diz: Mas, tive que pensar no vinho porque fiquei chocada quando vi aquela pessoa... Ela está muito acabada. Se eu estiver acabada como ela corro o risco de me jogar da João Dias*... Melhor pensar mais...

1 – diz: rsrsrs

2 – diz: muitos risos

2 – diz: Ela ficou velha e feia...

(comentários impublicáveis)

1 – diz: Pensei muito! Olhei no espelho; voltei a usar o anti-ruga; comprei mais uns acessórios de maquiagem... Dieta!

2 – diz: muitos risos

2 – diz: Essas coisas que motivam mais... Pessoalzinho que está acabado! rsrs

1 – diz: Aí, encontrei o Richard Gere, sou fã dele, mas vi que os anos e as traições judiaram muito dele... Conclusão: todos podemos envelhecer como o maracujá – que fica feio por fora e azedo por dentro – ou como o vinho...

1 – diz: Escolhi o vinho!!!!

...

2 – diz: Gosto de estar perto de quem nos quer ver progredir cada vez mais!

2 – diz: Amigo bom não é aquele que quer mostrar o que tem, e sim compartilhar!

1 – diz: Pessoas felizes atraem felicidade

 

 

*detalhe: João Dias é referência à Ponte com o respectivo nome sobre o Rio Pinheiros na Zona Sul de SP.

 

 

 

Energúmeno - significa o mesmo que imbecil; idiota

Imbecil - que ou quem é fraco de espírito

 

 

segunda-feira, março 09, 2009

Robinson Crusoé e Meu Filho

Há situações bem simples.  Há dias simples.  A vida pode ser simples...  Simples assim:
O filho voltou da biblioteca com alguns livros nas mãos e fazendo comentários sobre a restauração de alguns exemplares preferidos e a descoberta de alguns que nunca havia visto nas prateleiras.
No segundo dia de leituras disse, sem cerimônia, que "dá para aprender com este Robinson Crusoé que é melhor, mesmo, ouvir os pais.  Os pais dele queriam que ele estudasse para ser um advogado, mas ele não queria nem saber de estudar.  A vida dele poderia sem bem melhor se ouvisse seus pais."
Poderia, precipitadamente, explodir de orgulho...  O comentário foi feito quando passava à leitura do capítulo cinco.  Trocas de informações literárias e comentários sobre boa educação são comuns em casa, mas não lembrava nada sobre o herói naufrágo, além da sobrevivência e o encontro com o Sexta-Feira - contaminações das séries televisivas de Família Robinson e Perdidos no Espaço.
Então... Melhor ir à fonte:
"Acho que nenhum rapaz desobediente sofreu tanto, e tão cedo, quanto eu.  Apesar da vontade de meus pais, que me queriam ver advogado, uma estranha obstinação me empurrava para o mar e, um belo dia de 1651..." (DEFOE, 1966, p. 5)
Compartilhamos as emoções das venturas e aventuras de Robinson Crusoé durante o final de semana.  Nada se compara ao livro!
Hoje, o exemplar está voltando às prateleiras da biblioteca e, possivelmente, às mãos e aos olhos de mais alguns ávidos por letras...

quarta-feira, março 04, 2009

30º em São Paulo, SP

Estava curtindo um calor enorme no dia 18.02, quando não suportando mais o calor, escrevi sobre estes tais 30º.  Hoje, alguns dias depois a situação não é muito diferente.  Na verdade, estamos curtinho um grau a mais.  E isso porque na 2ª feira foi difícil respirar com 35º!
Será que dá para acreditar nessa "lua" que está no céu?  É muito sol para um dia, mesmo que ainda seja um dia de verão.  É que, neste lugar chamado São Paulo, o dia não sabe brincar de fazer calor.  Começa a esquentar e esquenta demais!  Esquenta tanto que até o céu enche de nuvens e se confunde quando manda um monte de água, mas nem isso está acontecendo.
A Terra da Garoa combina mais com umas nuvens mais leves e menos brancas no céu.
Fala sério!  Este papo de que as pessoas ficam mais felizes e bem dispostas durante os dias ensolarados; que viver entre os trópicos faz com que todos tenham mais vida...  E mais aquelas conversas de dizer que os dias nublados são deprimentes porque as pessoas ficam na cama, sem coragem para nada e aumentando os índices de doentes mentais...  Um pouco confuso isso aí!
Analisando inversamente: como pode ser que os dias frios e nublados sejam propícios às doenças mentais e às doenças da alma?  Como explicar o fato de que as clínicas de repouso estejam concentradas em locais de clima mais ameno, até frio, atendendo muito mais gente de fora e de longe do que os "nativos"?  Estariam estes tão doentes?
Outra: como dizer que o dia nublado não é convidativo à cama?  Quem é que consegue dormir bem em noites de calor com o suor colando a pele aos lençóis?  Acredito ser óbvio que dormir em dias frios é mais relaxante que neste calor descarado! Ao meno o meu sono é relaxante em noites frias...
Será verdade mesmo que a longevidade está associada aos trópicos?  Não haveria algo a ser investigado, neste vasto mundo globalizado, para confirmar que os países com maior número de idosos começaram além dos trópicos?
Sobre a felicidade: quem disse que para ser mais feliz que os demais mortais é necessário olhar para o sol?  Quero alguma confirmação de que o grupo de viajantes do deserto ou que as senhoras responsáveis por suas famílias nas regiões áridas da África ou do interior do Nordeste estão com as taxas de endorfina melhores que a do restante da população mundial (?).
Sem vontade alguma de contestar qualquer conclusão da ciência moderna, apesar de apresentar contestações, ou de duvidar do "disse-me-disse" sobre a depressão durante o inverno rigoroso, ainda posso dizer que os dias de sol e calor intenso fazem com que eu fique extremamente desanimada... Indisposta...
Ainda, para aumentar as queixa contrárias mundiais: amo os dias nublados!
Calor e pouca roupa são possíveis apenas na areia branca de frente para o azul do mar, lá na Praia das Dunas...
Minha depressão está passando...  Deve ser uma nuvem com dúvida ou sem forças para desmanchar ou não diante do escaldante sol de verão no mundo tropical!

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