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sábado, fevereiro 28, 2009

Dá até saudades de escrever carta...

...Deve ter sido a partir daqui que tudo começou:
Estava cansada de tanto fazer anotações de trabalhos acadêmicos; cansada da formalidade dos textos e da rigidez de algumas correções  que dei uma pausa na obrigação. Enquanto respirava para fugir de letras, linhas, parágrafos e extensos conteúdos informativos pensei no quanto usei lápis, borracha, papel e depois canetas e mais canetas na vida!
Ler e escrever. Escrever e ler... 
A vida cheia de escritos e registros através de redações escolares de tema livre e as de temas dirigidos (sou grata a alguns ótimos professores que tive!).
Pensei no quanto escrevi cartas. Cartas sem formalidades. Cartas com tudo o que precisava ser explicado, dependendo do destinatário, claro! Escrevi cartas porque gostava de escrever e não porque não existia o e-mail. Escrevi cartas porque destinatários estariam lendo.
Diário eu nunca fiz! Admito que até via com admiração algumas pessoas que faziam isso. Já tive algumas agendas cheias de registros. Não aquelas agendas de adolescentes com tudo escrito e colado. Agendas em que sempre considerei importante fazer alguns registros significativos: passeios interessantes; detalhes do dia; aspectos da saúde; registros...
Retomei a possibilidade de escrever por prazer.
Busquei alguns rascunhos de um arquivo da "máquina" e comecei a organizar as idéias e as anotações disponíveis. A idéia do registro diário de pensamentos apareceu como a mais atrativa, não apenas como um registro de fatos diários da vida. 
Alguns temas possíveis; algumas idéias prévias, mas como, o que e onde registrar fez travar tudo. Minhas habilidades com a "máquina" são acanhadas e expor a vida, a intimidade não combinam comigo. Tudo guardado.
Com a enorme correria e o turbilhão de obrigações resolvi respirar e investigar os tais famosos "blogs". 
Coragem! 
Cá estou treinando algumas novidades. 
As cartas possuiam destinatários que entendiam a informalidade das palavras; os papéis que transportavam as verdades habitantes dos meus pensamentos; as manias por dicionários e listas de palavras novas; os usos e desusos da gramática formal; as notícias comuns e os registros detalhados de insignificâncias.
A informalidade do registro pessoal não elimina a necessidade de escrever dentro de padrões, mas preserva a identidade. 
Apresento para mim mesma e para minha enorme coragem o começo de algumas minutas digitadas com a intenção de registrar os pensamentos, idéias e sentimentos. 
Aqui, está o início. 
Dá até saudades de escrever cartas...

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

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